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dc.contributor.advisorBrown, George Gardnerpt_BR
dc.contributor.authorDemetrio, Wilian Carlo, 1989-pt_BR
dc.contributor.otherCunha, Luispt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solopt_BR
dc.date.accessioned2019-07-18T20:18:07Z
dc.date.available2019-07-18T20:18:07Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/61887
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. George Gardner Brownpt_BR
dc.descriptionCoorientador: Prof. Dr. Luís Cunhapt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. Defesa : Curitiba, 17/04/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: Por pelo menos 10 mil anos, as atividades humanas vêm modificando a floresta amazônica. Os povos pré-Colombianos alteraram profundamente a paisagem Amazônica, construindo um novo habitat neste local com características contrastes aos solos naturais (REF), conhecido como Terra Preta de Índio (TPI). Durante muitos anos estes solos têm captado a atenção da comunidade científica e atualmente diversas características das TPIs, tais como fertilidade, mineralogia e propriedade microbiológicas do solo já foram estudadas, entretanto até o momento estes locais carecem de estudos relacionados a fauna invertebrada do solo que são importantes provedores de serviços ecossistêmicos, fundamentais para o correto funcionamento dos ecossistemas terrestres. O objetivo deste estudo foi avaliar a pegada ecológica dos povos pré-Colombianos nas comunidades de macroinvertebrados em TPIs e os efeitos das alterações antrópicas nas comunidades de invertebrados e na qualidade do solo em TPIs e REF. Foram avaliados 18 locais pareados (9 TPI e 9 REF) em três níveis de perturbação humana: florestas antigas (OF) florestas secundárias em estágio avançado de regeneração (> 20 anos); florestas jovens (YF) florestas secundárias em estágio inicial de regeneração (<20 anos); e sistemas agrícolas (AS), em três estados da Amazônia Central. Foram utilizados métodos padronizados ou bem conhecidos para amostragem de macroinvertebrados de solo, e para análises de atributos químicos e físicos e da macromorfologia do solo. Foram coletados mais de 9.000 macroinvertebrados do solo pertencentes a 667 morfoespécies, principalmente de formigas, besouros e aranhas, mas também uma alta riqueza de cupins, milipéias, hemípteros, baratas e minhocas. A riqueza total de espécies não diferiu entre as TPIs e os solos REF, mas as comunidades eram bem diferentes, havendo uma clara pegada ecológica dos povos pré-Colombianos, onde 43% das espécies foram encontradas exclusivamente em TPIs. Observamos também que a atividade biológica de invertebrados do solo é maior em TPIs quando comparado aos solos REF, indicando mudanças significativas nos serviços ecossistêmicos nos solos antropogênicos. Além disso, alguns invertebrados, como as minhocas, foram mais abundantes em TPIs, indicando que as comunidades destes animais são mais adaptadas à perturbação humana, pois apresentam populações mais elevadas mesmo em campos agrícolas, em comparação com os solos REF, principalmente devido ao maior teor de nutrientes de matéria orgânica nas TPIs. A qualidade do solo nas TPIs foi maior que nos solos REF, e nas OF que nas YF e AS. Adicionalmente, a qualidade do solo nas TPIs foi mais resiliente à mudança no sistema de uso que os solos REF. A agricultura moderna reduziu a biodiversidade do solo tanto nas TPIs quanto nos solos REF, com menor riqueza específica em AS, e maior em OF. Portanto, as TPIs representam um habitat distinto e importante para a biodiversidade do solo na Amazônia, especialmente em OF, e podem servir como refúgios para um alto número de espécies raras/exclusivas, que estão ausentes ou apresentam baixa população nos solos REF. Além disso, a alta qualidade desses solos, e o efeito negative de usos mais intensivos, atenta para a necessidade de manejo adequado e maiores esforços de conservação nas TPIs da Amazônia. . Palavras-chave: Biologia do solo. TPIs. Macrofauna do solo. Serviços ecossistêmicos. Floresta tropical. Mudança do uso do solo.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: For at least 10,000 years human activities has been modifying the Amazonian rainforest. Pre-Columbian settlements strongly altered the landscape, building a new habitat in the natural forest contrasting with that of natural soils (REF), known as Amazonia dark earths (ADEs). These soils have captured the attention of the scientific community, and currently several characteristics of ADEs such as it's chemical, mineralogical and microbiological properties are well-known, but little is known of it's soil invertebrate communities, that include important ecosystem service providers, essential to the functioning of soil ecosystem. Therefore, the present study evaluated the ecological footprint of Amerindians on macroinvertebrate communities in ADEs and the effects of modern human disturbance on soil invertebrates and soil quality in ADEs and REF soils. Soil sampling was undertaken in 18 paired sites (9 ADEs and 9 REF), with three levels of human disturbance: old forests (OF) consisting of secondary forests in advanced stage of regeneration (>20 years); young forests (YF) consisting of secondary forests in early stage of regeneration (<20 years); and agricultural systems (AS), located in three Central Amazonian states. Standard or well-known assessment methods were used for soil macroinvertebrate sampling, as well as soil chemical, physical and macro-morphological analyses. Over 9,000 soil invertebrates belonging to 667 morphospecies were found, most of which were ants, beetles and spiders, but also with high richness of termites, millipedes, true bugs, cockroaches and earthworms. Although total species richness was not different in ADEs than REF soils, their communities were very different, and a tenacious pre- Columbian footprint was observed, with 43% of species found exclusively in ADEs. Biological activity was also higher in ADEs compared to REF soils, indicating significant changes in ecosystem services in these anthropogenic soils. Furthermore, some invertebrates such as earthworms were very abundant in ADEs, and their communities were adapted to human disturbance, with higher populations even in agricultural fields compared to REF soils, mainly due to the high nutrient and organic matter contents of the ADEs. Overall soil quality was highest in ADEs than in REF soils and in OF than in YF and AS. The soil quality in ADEs was also more resilient to land-use change that REF soils. Modern agriculture decreased soil biodiversity in both ADE and REF soils, with lowest species richness in AS, and highest in OF. Hence, ADEs represent distinct and important habitats for soil biodiversity in Amazonia, particularly in OF, and may act as refuges for a high number of rare/exclusive soil invertebrate species which are absent or present only in low populations in REF soils. Furthermore, the high quality of these soils, and the negative effects of modern land uses implies the need for proper management and enhanced conservation efforts in ADEs in Amazonia. Keywords: Soil biology. ADEs. Soil macrofauna. Ecosystem services. Tropical forest. Land-use change.pt_BR
dc.format.extent121 p. : il. (algumas color.).pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languageInglêspt_BR
dc.subjectBiologia do solopt_BR
dc.subjectSolospt_BR
dc.subjectSolos - Fertilidadept_BR
dc.subjectCiência do Solopt_BR
dc.titleFauna invertebrada e qualidade do solo em terras pretas amazônicas e solos adjacentes : Soil macroinvertebrates and soil quality in Amazonian dark earths and adjacent soilspt_BR
dc.title.alternativeSoil macroinvertebrates and soil quality in Amazonian dark earths and adjacent soilspt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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