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dc.contributor.authorIarema, Iara Del Padre, 1981-pt_BR
dc.contributor.otherPinheiro, Nadja Nara Barbosapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Psicologiapt_BR
dc.date.accessioned2019-10-23T19:31:35Z
dc.date.available2019-10-23T19:31:35Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/61384
dc.descriptionOrientadora: Prof.a. Dra. Nadja Nara Barbosa Pinheiropt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa : Curitiba, 29/03/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p.98-106pt_BR
dc.description.abstractResumo: A percepção de que o silêncio pode ser inquietante surgiu no âmbito da clínica musicoterapêutica, sustentada pela teoria psicanalítica. Assim, esta pesquisa se desenrola em torno da questão 'o que faz com que algumas vezes seja difícil sustentar o silêncio?'. Para tanto, tivemos como referência o método de pesquisa em psicanálise, que nos remeteu aos textos freudianos, para melhor entendermos o que nomeamos como 'natureza árdua do silêncio'. O ponto de partida da dissertação foi a apresentação da musicoterapia, com seus entrelaçamentos epistemológicos e, especificamente, da orientação da teoria psicanalítica para esta prática terapêutica. Pudemos notar que a musicoterapia com frequência se fundamenta sob o respaldo da combinação de mais de uma vertente teórica. Os textos pesquisados que se sustentam na teoria psicanalítica, apesar de apresentarem diferenças de leitura entre si, contemplam, também, características em comum, tal como o entendimento de que há similaridades entre os processos inconscientes e as manifestações sonoro-musicais. A imersão nos textos freudianos se deu com a realização de um estudo longitudinal que buscou conhecer as ocorrências do termo 'silêncio' e seus derivados na obra deste autor, bem como de situar cada uma delas com relação a noções e conceitos da psicanálise, ou a outras categorias. Com este estudo, localizamos que, diversas vezes, Freud fez uso da palavra 'silêncio' em analogia à repressão e à pulsão de morte, conceitos que, como hipótese, estariam ligados aos aspectos inquietantes do silêncio percebidos na clínica. A delimitação desta pesquisa na primeira tópica freudiana se mostrou pertinente à formação acadêmica e profissional da autora e, com os resultados do estudo longitudinal, decidimos iluminar a articulação entre silêncio e defesa, e silêncio e repressão. A pesquisa sobre a noção de defesa, centrada nos textos iniciais de Freud, propiciou que levantássemos a seguinte hipótese: mesmo quando se dá a operação de defesa, afastando os representantes ideativos inassimiláveis ao ego da consciência, o afeto permanece imutável e, portanto, não silenciado. Ou seja, o afeto seria o que não pode ser silenciado. Na sequência, o estudo da noção de repressão e seu uso em analogia ao silêncio, já no contexto da primeira tópica freudiana, permitiram que chegássemos a considerações parcialmente diferentes da anterior. Dos três tipos de neurose discutidos pelo autor no texto Repressão (1915d), dois deles indicavam que, com a operação de repressão, em que representantes ideativos são forçados a se manterem no inconsciente, os afetos permaneciam idênticos a si mesmos. Nesses casos, a hipótese de que o afeto é o que não pode ser silenciado se confirmaria, pois em ambos os casos restaria a angústia. Mas em outro tipo de neurose, a histeria de conversão, o afeto seria completamente silenciado. Sobre este tipo de neurose, permaneceram em aberto algumas indagações, instigadas tanto pelo texto freudiano, quanto pela clínica. Sobre a analogia do silêncio com a repressão, entendemos que se dá sempre contemplando um paradoxo. Pois ao mesmo tempo em que a repressão remete ao silenciamento de moções inaceitáveis para o ego, o reprimido que tenta retornar provoca efeitos ruidosos ao paciente. Trata-se, então, de uma operação sempre mal resolvida, já que este silenciamento parcial tenderá a caminhar lado a lado com a angústia. Palavras-chave: Silêncio. Repressão. Defesa. Afeto. Musicoterapia.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The perception that silence can be disquieting arose within the scope of the clinic Music Therapy, supported by the Psychoanalytic Theory. Thus, this research takes place around the question 'what makes it difficult to sometimes sustain the silence?'. For that, we had as reference the Psychoanalysis method of research - which referred us to the Freudian texts - to better understand what we call the 'arduous nature of silence'. The starting point of the dissertation was the presentation of Music Therapy, with its epistemological interlacings and, specifically, the orientation of Psychoanalytic theory to this therapeutic practice. We have noted that Music Therapy is often based on the combination of more than one theoretical aspect. The researched texts that are based on Psychoanalytic theory, although presenting differences of reading among themselves, also contemplate common characteristics, such as the understanding that there are similarities between the unconscious processes and the sonorous-musical manifestations. The immersion in the Freudian texts occurred with the realization of a longitudinal study that sought to know the occurrences of the term 'silence' and its derivatives in the work of this author, as well as to situate each of them in relation to notions and concepts of Psychoanalysis, or other categories. With this study we have observed that on several occasions, Freud used the word 'silence' in analogy to repression and death instinct. These concepts, as hypothesis, would be related to the inquieting aspects of the silence perceived in the clinic. The delimitation of this research in the first Freudian topical was pertinent to the author's academic and professional background and, with the results of the longitudinal study, we decided to illuminate the articulation between silence and defense, and silence and repression. The research on the notion of defense, centered on the initial texts of Freud, gave rise to the following hypothesis: even when the defense operation is carried out, distancing the ideal representatives that cannot be assimilated to the ego of consciousness, the affect remains unchanged and, therefore, muted. Hence, affect would be what cannot be silenced. The study of the notion of repression and its use in analogy to silence, already in the context of the first Freudian topical, allowed us to arrive at partially different considerations from the previous one. Of the three types of neurosis discussed by the author in the text "Repression" (1915d), two of them indicated that with the repressive operation, in which ideational representatives are forced to remain in the unconscious, the affects remained identical to themselves. In these cases, the hypothesis that affect is what cannot be silenced would be confirmed, since in both cases the anxiety would remain. But in another kind of neurosis, the conversion hysteria, the affect would be completely muted. On this type of neurosis, some questions remained open, instigated by both the Freudian and the clinical texts. On the analogy of silence with repression, we understand that it is always contemplating a paradox. For while repression refers to the silencing of motions unacceptable to the ego, the repressed who tries to return causes noisy effects to the patient. It is, then, an operation always badly resolved, since this partial silencing will tend to walk side by side with anxiety. Keywords: Silence. Repression. Defense. Affect. Music Therapy.pt_BR
dc.format.extent106 p.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectMusicoterapiapt_BR
dc.subjectSilenciopt_BR
dc.subjectPsicologia Freudianapt_BR
dc.subjectAfeto (Psicologia)pt_BR
dc.subjectRepressao (Psicologia)pt_BR
dc.subjectPsicanálisept_BR
dc.subjectPsicologiapt_BR
dc.titleO Silêncio na primeira tópica freudianapt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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