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dc.contributor.advisorFlores, Guilherme Gontijo, 1984-pt_BR
dc.contributor.authorMolinari, Yuri Amaury Pirespt_BR
dc.contributor.otherChueke, Zélia, 1961-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2019-05-28T19:51:51Z
dc.date.available2019-05-28T19:51:51Z
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/59816
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Guilherme Gontijo Florespt_BR
dc.descriptionCoorientadora: Profa. Dra. Zélia Maria Marques Chuekept_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa : Curitiba, 20/02/2019pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p.169-172pt_BR
dc.description.abstractResumo: O ambiente interestético e intersemiótico da Paris finissecular talvez não encontre melhor expressão que na relação entre Stéphane Mallarmé e Claude Debussy: este, leitor voraz de poetas francófonos; aquele, grande admirador da música; ambos, vinculados, de uma forma ou de outra, ao fenômeno estético chamado Impressionismo, que se originou na pintura e acabou por perpassar outras formas de arte (HAUSER, 1972 [1951]), e ao Simbolismo francês. A atenção despendida por Mallarmé em suas teorizações acerca da natureza da poesia e de sua relação com a música, bem como em sua pesquisa poética a partir de noções pessoalíssimas de ritmo e musicalidade, torna-se muito mais interessante ao considerarmos que seus poemas foram musicados por Debussy em pelo menos duas ocasiões: no Prélude à L'Après-midi d'un Faune (1894), para orquestra - obra esta que foi saudada pelo próprio poeta -; e nos Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé (1913), para piano e voz. A presente pesquisa propõe uma análise do ciclo vocal Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé pelo viés da tradução intersemiótica idealizada por Roman Jakobson (1968) e explorada por Julio Plaza (2013). Para tanto, principiaremos por um comentário acerca da complexa relação de Mallarmé com a música e com Debussy; em seguida, passaremos a considerações acerca da pertinência da noção de tradução no âmbito duma obra que transpõe a poesia para a música. Isso se dará, primeiramente, num diálogo com a teoria da adaptação de Linda Hutcheon (2006), e então com um breve panorama das teorizações acerca da tradução que abordam a multiplicidade dos sistemas semióticos (JAKOBSON, 1968) e a especificidade do texto estético em tradução (CAMPOS, 2013 [1962]) - teorizações, essas, que inspiraram declaradamente a teoria de Plaza. A teoria plaziana da tradução intersemiótica será, então, devidamente esmiuçada e explanada em seus pressupostos e origens teóricas oriundos da semiótica peirceana e em sua proposta metodológica. Finalmente, as três mélodies que constituem os Trois Poèmes... serão analisadas em função das relações que o texto musical (tradução) estabelece com o texto poético (original); um estudo inicial de cada um dos poemas, isoladamente, precederá essa análise em certa medida multimodal. Palavras-chave: Tradução intersemiótica. Mallarmé. Debussy. Poesia. Música.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The inter-aesthetic and intersemiotic environment of fin-de-siècle Paris may not be better represented than in the relationship between Stéphane Mallarmé and Claude Debussy: the first, a great admirer of music; the second, a voracious reader of francophone poets; both linked, in one way or another, to the aesthetic phenomenon of Impressionism, whose origins in painting eventually permeated other forms of art (HAUSER, 1972 [1951]), and to French Symbolism. Mallarmé's efforts in his theorizations about the nature of poetry and its relation to music, as well as in his poetic research based on his highly personal notions of rhythm and musicality, becomes much more interesting when we consider that his poems were set to music by Debussy at least on two occasions: in the Prélude à L'après-midi d'un Faune (1894), for orchestra - a work that was hailed by the poet himself -; and the Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé (1913), for piano and voice. The present research proposes an analysis of the vocal cycle Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé based on the notion of intersemiotic translation that was idealized by Roman Jakobson (1968) and explored by Julio Plaza (2013). In order to do so, we shall begin with a commentary on Mallarmé's complex relationship with music and with Debussy; then we will turn to considerations about the pertinence of the concept of translation in the scope of an oeuvre that transposes poetry into music. This will be done first by establishing a dialogue with Linda Hutcheon's theory of adaptation (2006), and then by drawing a brief panorama of translation theories that address the multiplicity of semiotic systems (JAKOBSON, 1968) and the specificity of the aesthetic text in translation (CAMPOS, 2013 [1962]) - theses which have inspired Plaza's theory. We will then proceed to examining and explaining Plaza's theory of intersemiotic translation in its theoretical presuppositions and origins (stemming from Peircean semiotics) and its methodological proposal. Finally, the three mélodies that constitute the Trois Poèmes... will be analyzed according to the relations that the musical text (the translation) establishes with the poetic text (the original); an initial study of each of the poems, alone, will precede this analysis that can be considered, to some extent, multimodal. Keywords: Intersemiotic translation. Mallarmé. Debussy. Poetry. Music.pt_BR
dc.format.extent187 p. : il.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectPoesia francesapt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.subjectDebussy, Claude, 1862-1918pt_BR
dc.subjectMallarmé, Stéphane, 1842-1898pt_BR
dc.subjectMúsicapt_BR
dc.titleTraduzindo a música de Mallarmé : considerações sobre os Trois poèmes de Stéphane Mallarmé, de Claude Debussypt_BR
dc.typeDissertação Digitalpt_BR


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