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dc.contributor.authorCastro Netto, David Antonio dept_BR
dc.contributor.otherMagalhães, Marion Brepohl de, 1956-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Históriapt_BR
dc.date.accessioned2019-11-18T15:19:45Z
dc.date.available2019-11-18T15:19:45Z
dc.date.issued2018pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/56009
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Marion Brepohl de Magalhãespt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa : Curitiba, 11/05/2018pt_BR
dc.descriptionInclui referências: p.246-250pt_BR
dc.description.abstractResumo: O objetivo desta pesquisa é compreender de que maneira a ditadura militar se relacionou com a propaganda brasileira, seus agentes e instituições de classe. Com ênfase no período final do regime militar, ou seja, os anos da chamada "abertura, lenta, gradual e segura", nossa argumentação procurará salientar que as relações entre a propaganda brasileira e a ditadura não foram nem de condescendência e nem de resistência, mas, ambas ao mesmo tempo. Este movimento foi passível de ser observado na medida em que fizemos uso de documentação diversificada. Por um lado, discursos de presidentes de agências e instituições de classe (como a ABA e o CNP) e as campanhas institucionais ajudaram, por outro, a análise das campanhas produzidas pelas agências. Os momentos de aproximação demonstraram ser além das perspectivas econômicas, mas também abarcaram uma afinidade ideológica que se manteve constante até 1979, ano que consideramos aqui como marco do rompimento. Do ponto de vista da propaganda, a aproximação com o "projeto de comunicação" da agência oficial (AERP/ARP), deu-se em dois momentos. O primeiro deles, cuja característica é o nacionalismo exacerbado dos anos do "milagre econômico" brasileiro e, após o esgotamento da AERP/ARP, a partir de 1975, quando a propaganda parece ter absorvido o conteúdo do projeto e aproximado suas produções dos ideais do governo. O afastamento pode ser percebido na transformação do ufanismo dos anos 1970 num nacionalismo romântico ou discreto para, após os anos 1980, um rompimento completo, ou seja, o abandono das temáticas nacionalistas e o foco nos valores individuais e na exaltação dos prazeres do indivíduo. No que diz respeito a ditadura, nosso objetivo foi compreender de que maneira a propaganda brasileira, direta e/ou indiretamente, ajudou a compor, enquanto parcela comprometida com o governo, um conjunto de mensagens que, de alguma maneira, procuravam manter/instigar algum tipo de sentimento positivo, otimismo ou euforia. Como suporte teórico, lastreamos nossa pesquisa nas diversas reflexões de Pierre Ansart a respeito dos regimes políticos e dos regimes das emoções, ou naquilo que o autor chama de "gestão das paixões políticas", para compreender como tais sentimentos puderem ser manipulados tanto por àqueles que ocupavam o Estado, como aqueles que giravam em sua órbita. Palavras - Chave: Ditadura Militar; propaganda; propaganda políticapt_BR
dc.description.abstractAbstract: This research aims to understand how the military dictatorship related to Brazilian advertisement, its agents and class institutions. Emphasizing on the final period of the military regime, the years of the so-called "open, slow, gradual and safe," our argument seeks to highlight that the relations between Brazilian advertising and the dictatorship were neither condescension nor resistance, but both at the same time. This movement could be observed as we made use of diversified documentation. On one hand, speeches by presidents of agencies and class institutions (such as ABA and CNP) and institutional campaigns helped; on the other hand, the analysis of the campaigns produced by the agencies. The moments of approximation proved to be beyond economic perspectives, but also embraced an ideological affinity that remained constant until 1979, a year that is considered as a breakthrough. From the point of view of advertising, the approach to the "communication project" of the official agency (AERP / ARP) took place in two moments. The first one, whose characteristic is the exacerbated nationalism of the years of the Brazilian "economic miracle", and after the exhaustion of the AERP / ARP, from 1975, when advertising seems to have absorbed the content of the project and brought its productions closer to the ideals of the government. The separation can be perceived in the transformation of the 1970s patriotism into a romantic or discrete nationalism, after the 1980s a complete breakthrough, that is, the abandonment of nationalist themes and the focus on individual values and the exaltation of the pleasures of the individual. With regard to dictatorship, our goal was to understand how Brazilian advertising, directly and / or indirectly, helped to compose, as a committed part of the government, a set of messages that somehow sought to maintain / instigate some kind of positive feeling, optimism or euphoria. As a theoretical support, we base our research on Pierre Ansart's various reflections on political regimes and regimes of emotions, or on what the author calls "management of political passions," to understand how such feelings can be manipulated by both those who they occupied the state, like those that revolved in its orbit. Key words: Military dictatorship, advertisement, political advertisement.pt_BR
dc.format.extent250 p. : il. (algumas color.).pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectXpt_BR
dc.subjectGoverno militar - Brasil - Históriapt_BR
dc.subjectPropaganda - Brasil - História - Séc. XXpt_BR
dc.subjectComunicação - Aspectos politicos - Brasil - História - Séc. XXpt_BR
dc.subjectBrasil - Política e governo  - 1964-1977pt_BR
dc.titleNossos comerciais por favor! : ditadura militar e propaganda no Brasilpt_BR
dc.typeTese Digitalpt_BR


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