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dc.contributor.authorAraújo, Felipe Brandalise dept_BR
dc.contributor.otherFreire, Carolina Arruda de Oliveira, 1966-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Fisiologiapt_BR
dc.date.accessioned2017-10-30T18:14:30Z
dc.date.available2017-10-30T18:14:30Z
dc.date.issued2017pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/49380
dc.descriptionOrientador : Profª. Drª. Carolina Arruda de O. Freirept_BR
dc.descriptionDissetação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Fisiologia. Defesa: Curitiba, 31/07/2017pt_BR
dc.descriptionInclui referências : f. 52-62pt_BR
dc.description.abstractResumo: O transporte dos peixes, seja para criação, engorda ou utilização em laboratórios e principalmente para aquariofilia é uma atividade extremamente estressante para os animais. Essa atividade representa um desafio à sua homeostase, podendo gerar danos irreversíveis aos indivíduos, levando até à morte. O presente estudo busca evidenciar a necessidade de conhecimento individual das espécies, avaliando os mecanismos ativados e envolvidos na manutenção da homeostase nesses animais. Espera-se assim auxiliar na padronização de transportes de acordo com as necessidades e peculiaridades de cada grupo, evitando a generalização de um transporte de características únicas para todas as espécies. Quatro espécies de diferentes ambientes foram escolhidas, para análise dos efeitos do transporte sobre a qualidade da água e de sua tolerância ao estresse: Rhamdia quelen (dulcícola); Cyprinus carpio (dulcícola); Bathygobius soporator (de poças de marés) e Sphoeroides greeleyi (marinho/estuarino). A instabilidade ou estabilidade do ambiente foi o parâmetro principal para a formulação da hipótese. Supõe-se que animais de ambientes instáveis (quanto a variáveis físicas e químicas) possuam mais ferramentas regulatórias e compensatórias para suportar ambientes estressantes. A hipótese formulada foi a de que os animais estuarinos e de poças de marés fossem mais resistentes ao transporte do que as espécies dulcícolas, de ambientes estáveis. Foram estipulados três tempos experimentais, além do controle (animais mantidos em aquário contendo água doce ou água do mar): 6, 24 e 72 horas. Alguns parâmetros fisiológicos e bioquímicos foram analisados nos peixes: teor hídrico muscular, glicemia e atividade da enzima anidrase carbônica branquial (AAC). Além disso, parâmetros da qualidade da água de transporte também foram examinados: amônia, pH e oxigênio dissolvido (OD). Houve diferentes padrões de respostas ao estresse nas espécies, e mortalidade apenas em S. greeleyi (33,3%), afetando todos os indivíduos de 72 horas e os de maior comprimento em 24 horas. Pode-se dizer que essa espécie foi a que mais sofreu com os agentes estressores observados na água de transporte, e a queda no pH foi a principal característica limitante. Em B. soporator a condição de queda no pH também foi observada, tendo relação com a baixa disponibilidade de OD e diminuição na AAC, sugerindo a presença do Efeito Raiz e/ou do Efeito Bohr. Essa espécie apresentou a ativação de mecanismos que possibilitaram a sobrevivência e manutenção da homeostase de seus indivíduos, mesmo em condições de baixa qualidade da água. A espécie R. quelen foi a espécie mais tolerante ao protocolo de transporte, mesmo sendo de ambiente estável. Por fim, C. carpio apresentou uma importante manutenção corpórea em face a uma elevada concentração de amônia. De forma geral, conclui-se que de fato é necessário um estudo específico do estresse envolvido no transporte de cada espécie de interesse. A estabilidade ou instabilidade do ambiente de origem não foi, aqui, fator determinante na tolerância dos animais ao estresse de transporte. Não foi possível testar espécie de ambiente marinho estável, sendo em geral animais de maiores profundidades, e de difícil acesso. Palavras chaves: transporte, estresse, tolerância, amônia, pH, anidrase carbônica, piscicultura, ornamental.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The transport of fish, whether for breeding, fattening or use in laboratories and especially for aquariums is an extremely stressful activity for animals. This activity represents a challenge to its homeostasis, which can lead to irreversible damage to the individuals, leading to death. The present study aims to evidence the need for individual knowledge of the species, evaluating the mechanisms activated and involved in the maintenance of homeostasis in these animals. It is hoped to help in the standardization of transport according to the needs and peculiarities of each group, avoiding the generalization of a transport of characteristics unique to all species. Four species of different environments were chosen to analyze the effects of transport on water quality and its stress tolerance: Rhamdia quelen (fresh water); Cyprinus carpio (fresh water); Bathygobius soporator (from tidal pools) and Sphoeroides greeleyi (marine / estuarine). The instability or stability of the environment was the main parameter for the formulation of the hypothesis. It is assumed that animals from unstable environments (as to physical and chemical variables) have more regulatory and compensatory tools to support stressful environments. The hypothesis formulated was that estuarine and tidal pools animals were more resistant to transport than the fresh water species, of stable environments. Three experimental times, besides the control (animals kept in aquarium containing fresh water or sea water) were stipulated: 6, 24 and 72 hours. Some physiological and biochemical parameters were analyzed in fish: muscular water content, glycemia and activity of the branchial carbonic anhydrase enzyme (CAA). In addition, transport water quality parameters were also examined: ammonia, pH and dissolved oxygen (DO). There were different patterns of stress responses in the species, and mortality in S. greeleyi (33.3%), affecting all individuals of 72 hours and those of greater length in 24 hours. It can be said that this species suffered the most from the stressors observed in the transport water, and the fall in pH was the main limiting characteristic. In B. soporator the pH fall condition was also observed, having relation with the low availability of DO and decrease in the CAA, suggesting the presence of the Root Effect. This species presented the activation of mechanisms that allowed the survival and maintenance of homeostasis of its individuals, even in conditions of poor water quality. The R. quelen species was the most tolerant species to the transport protocol, even though it was of a stable environment. Finally, C. carpio presented an important bodily maintenance in the face of a high concentration of ammonia. In general, it is concluded that in fact it is necessary a specific study of the stress involved in the transport of each species of interest. The stability or instability of the environment of origin was not, here, a determining factor in the animals' tolerance to the transport stress. It was not possible to test species of stable marine environment, being generally animals of greater depths, and of difficult access. Keywords: transport, stress, tolerance, ammonia, pH, carbonic anhydrase, fish farming, ornamental.pt_BR
dc.format.extent62 f. : gráfs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectFisiologiapt_BR
dc.subjectÁgua - Qualidadept_BR
dc.subjectPeixe - Transportept_BR
dc.subjectStress (Fisiologia)pt_BR
dc.subjectPeixe - Criaçãopt_BR
dc.titleQualidade da água e estresse no transporte de peixes dulcícolas e estuarinospt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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