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dc.contributor.advisorSilva, Luiz Everson dapt_BR
dc.contributor.authorMoura, Ezequiel Antonio dept_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná, Setor Litoral, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial Sustentávelpt_BR
dc.date.accessioned2017-05-16T15:12:20Z
dc.date.available2017-05-16T15:12:20Z
dc.date.issued2016pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/45317
dc.descriptionOrientador : Prof. Dr. Luiz Everson da Silvapt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor Litoral, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial Sustentável. Defesa: Curitiba, 30/03/2016pt_BR
dc.descriptionInclui referências : f. 111-119pt_BR
dc.description.abstractResumo: A presente dissertação trata do tema de povos e comunidades tradicionais e seus territórios, especificamente sobre pescadores artesanais, que possuem uma dinâmica própria de constituição de sua territorialidade baseada em práticas de uso comum dos recursos naturais. O objetivo desta pesquisa foi o de fazer um levantamento da biodiversidade manejada pela comunidade tradicional de pescadores artesanais da Ponta Oeste, localizada na Ilha do Mel (Paranaguá - PR) e verificar a importância desta prática tradicional na territorialidade da comunidade. Partimos da hipótese de que a Ponta Oeste é uma comunidade tradicional que maneja recursos naturais em regime de uso comum da água e da terra e que isso faz parte da territorialidade desta comunidade. Através de métodos etnoecológicos para a coleta de dados em campo (entrevistas nãoestruturadas e semi-estruturadas, check-list, estímulos visuais e turnê guiada) foi possível diagnosticar a biodiversidade manejada pelos pescadores da Ponta Oeste. O universo amostral da pesquisa consistiu de todos os pescadores e pescadoras que residem na Ponta Oeste e ainda outros que residem na cidade e se deslocam para a Ponta Oeste com frequência para realizar práticas tradicionais de manejo de biodiversidade. Foram listadas e identificadas 79 espécies de plantas, 64 espécies de peixes, além de outros animais aquáticos e terrestres manejados em menor quantidade. Todos os animais e plantas conhecidos recebem nomes populares e ainda que não sejam manejados com frequência compõe o corpo de conhecimento tradicional. As plantas são manejadas em quintais, hortas e outras áreas próximas às residências para as quais são atribuídos usos específicos tais como alimentar, medicinal, construção de barcos e de remos, para tingir rede e espinhel, para produzir sombra, cercados e quebra-ventos. Os peixes são capturados geralmente com o uso de embarcações motorizadas através de diversas técnicas e apetrechos de pesca como anzol, catoeiro espinhel, gaiola, gerival, pulsal, tarrafa e redes com malhas de diferentes tamanhos. Uma espécie aquática é manejada através de cultivos aquícolas, a Ostra, o que se configura como uma forma de manejo da biodiversidade diferente, ao mesmo tempo com conhecimentos tradicionais e com uso de técnicas e tecnologias da Aquicultura. Os resultados desta pesquisa indicam que a biodiversidade identificada e as formas de manejo caracterizam práticas de uso comum típicas de comunidade tradicionais, mesmo após sérias restrições ambientais impostas nas últimas décadas. A territorialidade dos pescadores e pescadoras desta comunidade se constitui historicamente por práticas tradicionais de manejo da biodiversidade, na água e na terra, que mostram que o território tradicionalmente ocupado atualmente abrange uma área de terra na Ilha do Mel e grandes porções de água na baía e em mar aberto. Contudo, esta tradicionalidade não é levada em consideração atualmente pelas ações do Estado que, ao invés de garantir os direitos territoriais, principalmente de uso da biodiversidade para subsistência e para geração de renda, impõe serias restrições às práticas tradicionais. Palavras-Chave: comunidades tradicionais, territorialidade; pescadores artesanais, manejo de biodiversidade, uso comumpt_BR
dc.description.abstractAbstract: A presente dissertação trata do tema de povos e comunidades tradicionais e seus territórios, especificamente sobre pescadores artesanais, que possuem uma dinâmica própria de constituição de sua territorialidade baseada em práticas de uso comum dos recursos naturais. O objetivo desta pesquisa foi o de fazer um levantamento da biodiversidade manejada pela comunidade tradicional de pescadores artesanais da Ponta Oeste, localizada na Ilha do Mel (Paranaguá - PR) e verificar a importância desta prática tradicional na territorialidade da comunidade. Partimos da hipótese de que a Ponta Oeste é uma comunidade tradicional que maneja recursos naturais em regime de uso comum da água e da terra e que isso faz parte da territorialidade desta comunidade. Através de métodos etnoecológicos para a coleta de dados em campo (entrevistas nãoestruturadas e semi-estruturadas, check-list, estímulos visuais e turnê guiada) foi possível diagnosticar a biodiversidade manejada pelos pescadores da Ponta Oeste. O universo amostral da pesquisa consistiu de todos os pescadores e pescadoras que residem na Ponta Oeste e ainda outros que residem na cidade e se deslocam para a Ponta Oeste com In this dissertation, we discussed the people in their traditional communities and their territories, specifically artisanal fishermen, who have their own dynamics of constitution of their territoriality based on a common use of natural resources. The objective of this dissertation was to research the biodiversity managed by artisanal fishermen in the traditional community of Ponta Oeste, located in Ilha do Mel (Paranaguá - PR). Our hypothesis is that Ponta Oeste is a traditional community that manages natural resources in a common use system of water and land and that this is part of the territoriality of this community. Through ethnoecological methods for data collection (non-structured interviews and semi-structured checklist, visual stimuli and guided tour) it was possible to diagnose biodiversity managed by the Ponta Oeste fishermen. The sample of the survey universe consisted of all fishermen and fisherwomen who live in Ponta Oeste and others who live in the city and also those who often move to Ponta Oeste to perform traditional practices of biodiversity management. It was listed and identified 79 species of plants, 64 species of fish and other aquatic and terrestrial animals. All animals and plants receive popular names and even if not being often handled they compose the body of their traditional knowledge. The plants are cultivated in backyards, gardens and other areas near their homes and are assigned specific uses, such as to serve as food, medicines, building boats and oars, to dye net and longline, for shade, fences and windbreaks. The fish are usually caught up with the use of motorized boats through various techniques and fishing tackle, such as hook, catoeiro, espinhel, gaiola, gerival, pulsal, cast nets and nets with meshes of different sizes. An aquatic species is managed through aquaculture crops, the Oyster, which is configured as a form of management of different biodiversity at the same time with traditional knowledge and use of techniques and aquaculture technologies. The results of this dissertation indicate that the identified biodiversity and the management of forms characterize typical common use of traditional community practices even after serious environmental restrictions in recent decades. The fishermen and fisherwomen territoriality conception is based on traditional biodiversity management practices in water and on land, showing that the traditional territory currently occupied covers an earth land in Ilha do Mel and a water area in the bay and by the open sea. However, these traditions have not been currently considered by the State representatives who should guarantee territorial security rights, especially about biodiversity uses by livelihoods to income generation, besides imposing serious restrictions on their traditional practices. Keywords: traditional communities; territoriality; fisherfolk, management of biodiversity; common use.frequência para realizar práticas tradicionais de manejo de biodiversidade. Foram listadas e identificadas 79 espécies de plantas, 64 espécies de peixes, além de outros animais aquáticos e terrestres manejados em menor quantidade. Todos os animais e plantas conhecidos recebem nomes populares e ainda que não sejam manejados com frequência compõe o corpo de conhecimento tradicional. As plantas são manejadas em quintais, hortas e outras áreas próximas às residências para as quais são atribuídos usos específicos tais como alimentar, medicinal, construção de barcos e de remos, para tingir rede e espinhel, para produzir sombra, cercados e quebra-ventos. Os peixes são capturados geralmente com o uso de embarcações motorizadas através de diversas técnicas e apetrechos de pesca como anzol, catoeiro espinhel, gaiola, gerival, pulsal, tarrafa e redes com malhas de diferentes tamanhos. Uma espécie aquática é manejada através de cultivos aquícolas, a Ostra, o que se configura como uma forma de manejo da biodiversidade diferente, ao mesmo tempo com conhecimentos tradicionais e com uso de técnicas e tecnologias da Aquicultura. Os resultados desta pesquisa indicam que a biodiversidade identificada e as formas de manejo caracterizam práticas de uso comum típicas de comunidade tradicionais, mesmo após sérias restrições ambientais impostas nas últimas décadas. A territorialidade dos pescadores e pescadoras desta comunidade se constitui historicamente por práticas tradicionais de manejo da biodiversidade, na água e na terra, que mostram que o território tradicionalmente ocupado atualmente abrange uma área de terra na Ilha do Mel e grandes porções de água na baía e em mar aberto. Contudo, esta tradicionalidade não é levada em consideração atualmente pelas ações do Estado que, ao invés de garantir os direitos territoriais, principalmente de uso da biodiversidade para subsistência e para geração de renda, impõe serias restrições às práticas tradicionais. Palavras-Chave: comunidades tradicionais, territorialidade; pescadores artesanais, manejo de biodiversidade, uso comumpt_BR
dc.format.extent125f. : il. algumas color.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectDesenvolvimento Territorial Sustentávelpt_BR
dc.subjectDesenvolvimento territorialpt_BR
dc.subjectPesca artesanalpt_BR
dc.subjectPescadores - Cultura popularpt_BR
dc.titleA coroazinha da Ilha do Mel : territorialidade de uma comunidade tradicional de pescadores(as) artesanais na Ponta Oeste, Paranaguá - PRpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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