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dc.contributor.advisorAires, Joanez Aparecida, 1965-pt_BR
dc.contributor.authorSilverio, Aderlanpt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Exatas. Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemáticapt_BR
dc.date.accessioned2021-05-06T12:09:05Z
dc.date.available2021-05-06T12:09:05Z
dc.date.issued2016pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/44442
dc.descriptionOrientador : Profª. Drª. Joanez A. Airespt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemática. Defesa: Curitiba, 10/06/2016pt_BR
dc.descriptionInclui referências : f. 134-140pt_BR
dc.description.abstractResumo: Esta dissertação tem como propósito evidenciar que uma leitura de Kuhn limitada ao texto "A estrutura das revoluções cientificas" (A estrutura) não da conta das consequências epistemológicas do problema da incomensurabilidade entre conceitos científicos, bem como das demais categorias apresentadas em A Estrutura e, principalmente, não faz perceber as reflexões deste autor nos 20 anos seguintes a publicação, período em que retoma muitas das suas discussões, se aproximando muito mais de Fleck. Tal objetivo foi alcançado por meio da elaboração de uma analise comparativa entre as Epistemologias apresentadas nas principais obras de Fleck e Kuhn, considerando-se o contexto histórico e social no qual foram desenvolvidas. Observou-se que muitos conceitos, como paradigma, por exemplo, foram apresentados em 1962 de maneira extremamente tosca [crude], para utilizar a expressão do próprio autor, e precisaram ser reelaborados após as pesadas criticas do coletivo de pensamento dos epistemólogos dos anos 1960 a teoria de Kuhn. Tais criticas e reestruturações teóricas, entretanto, produziram pouco relevo no ambiente acadêmico, o que pode contribuir, por omissão ou reforço, para reproduzir uma compreensão equivocada acerca da Historia, Filosofia e Sociologia da Ciência, que já permeia a área de Educação em Ciências, uma vez que A estrutura e um dos textos mais referenciados para estudos epistemológicos em cursos de graduação e pós-graduação. Outrossim, uma abordagem anterior, exposta por Fleck entre 1927 e 1935 já apontava soluções para o problema da incomensurabilidade, ao evidenciar o poder coercitivo dos coletivos de pensamento sobre o que pode ou não ser considerado um fato cientifico, estratégia que encaminhou o foco da discussão epistemológica para a Sociologia da Ciência. Esta pesquisa se insere, enquanto filosofia comparativa, entre as perspectivas de Kuhn e Fleck, no contexto da Educação em Ciências, uma vez que ao iniciar os aprendizes em uma comunidade cientifica, os professores de Ciências se deparam imediatamente com problemas epistemológicos como a relação de incomensurabilidade entre conceitos científicos distintos e a transição entre estilos e coletivos de pensamento diversos. Estes são alguns dos temas de interesse da Educação em Ciências, que podem ser abordados pela Historia, Filosofia e Sociologia da Ciência quando forem alem d'A estrutura. Constatou-se que uma leitura aprofundada dos problemas levantados por Fleck e Kuhn pode contribuir para que certas compreensões equivocadas acerca da Ciência sejam enfrentadas por meio da Epistemologia comparativa. Palavras-chave: Epistemologia comparativa, Educação em Ciências, História, Filosofia e Sociologia da Ciência, Ciência - aspectos sociais, Filosofia da Ciência, Filosofia comparativapt_BR
dc.description.abstractAbstract: This paper aims to show that a Kuhn reading limited to the text "The Structure of Scientific Revolutions" (The structure) does not account for the epistemological consequences of the problem of incommensurability between scientific concepts, as well as other categories presented in the structure and, especially, do not perceive the reflections of the author in the following 20 years the publication, during which takes up many of their discussions, approaching much Fleck. This goal was achieved through the development of a comparative analysis between the Epistemologies presented the main works of Fleck and Kuhn, considering the historical and social context in which they were developed. It was observed that many concepts, as a paradigm, for example were presented in 1962 in an extremely crude, to use the expression of the author's own, and had to be reworked after heavy criticism of the collective thought Epistemologists 1960s to Kuhn's theory . Such critical and theoretical restructuring, however, produced little relief in the academic environment, which can contribute, by omission or reinforcement, to play a mistaken understanding of the history, philosophy and sociology of science, which already pervades the area of Science Education, since the structure is one of the most referenced texts for epistemological studies in undergraduate and graduate. Furthermore, an anterior approach, exposed by Fleck between 1927 and 1935 already pointed solutions to the problem of incommensurability, to highlight the coercive power of collective thinking about what may or may not be considered a scientific fact, a strategy that guided the focus of discussion epistemological for the Sociology of Science. This research is part, as a philosophy compared between the prospects of Kuhn and Fleck, in the context of Science Education, since the start learners in a scientific community, Science teachers are immediately faced with epistemological problems like relationship incommensurability between different scientific concepts and the transition between styles and collectives of different thought. These are some of the topics of interest Science Education, which can be addressed by the History, Philosophy and Sociology of Science when they are apart of The structure. It was found that a thorough reading of the problems raised by Fleck and Kuhn can contribute to certain misunderstandings about science are addressed through comparative Epistemology. Keywords: comparative Epistemology, Science Education, History, Philosophy and Sociology of Science, Science - social aspects, Philosophy of Science, comparative Philosophypt_BR
dc.format.extent140 f. : il. alguma color.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectMatemáticapt_BR
dc.subjectEpistemologiapt_BR
dc.subjectCiência - Aspectos sociaispt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.titleEpistemologia comparativa : uma percepção sobre Kuhn e Fleck para além d'a estruturapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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