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dc.contributor.advisorProdocimo, Viviane
dc.contributor.authorBozza, Deivyson Cattine
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Fisiologia
dc.date.accessioned2016-06-22T19:05:48Z
dc.date.available2016-06-22T19:05:48Z
dc.date.issued2016
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/43207
dc.descriptionOrientadora : Profª. Drª. Viviane Prodocimo
dc.descriptionDissetação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Fisiologia. Defesa: Curitiba, 26/02/2016
dc.descriptionInclui referências : f. 36-45
dc.descriptionÁrea de concentração
dc.description.abstractResumo: Os crustáceos anomuros do gênero Aegla ocorrem em água doce há aproximadamente 74 milhões de anos. O objetivo desse estudo foi avaliar a plasticidade osmorregulatória da espécie dulcícola Aegla schmitti através da determinação de limites de tolerância ao aumento de salinidade e da participação de mecanismos fisiológicos. Os animais foram expostos à água doce (controle) e às salinidades de 15‰, 20‰, 25‰ e 35‰ pelos períodos de um, cinco e dez dias e a taxa de sobrevivência da espécie foi determinada. Como a taxa de sobrevivência foi reduzida na salinidade de 35‰ após um dia de exposição, foi realizado um experimento de exposição a essa salinidade por doze horas. Após os experimentos foram medidas as concentrações iônicas (Na., K., Cl. e Mg².) e a osmolalidade da hemolinfa; a atividade da enzima anidrase carbônica nas brânquias e o teor hídrico no músculo abdominal. Aegla schmitti mostrou que ainda preserva mecanismos osmorregulatórios para sobreviver em águas salinas e pode ser considerada eurialina, uma vez que apresentou grande plasticidade osmorregulatória, conseguindo sobreviver por até dez dias nas salinidades de 15‰, 20‰ e 25‰ e por até doze horas na salinidade de 35‰. Essa espécie também mostrou dois padrões de respostas diferentes, quando exposta à salinidades entre 20‰ e 25‰, sendo capaz de osmoconformar a osmolalidade da sua hemolinfa após cinco dias e hiporregular após um dia (entre 21‰ e 25‰) e dez dias (entre 23‰ e 25‰). No geral, os íons sódio e cloreto aumentaram junto com o aumento da osmolalidade da hemolinfa. O potássio foi o único íon que diminuiu a sua concentração após cinco dias na salinidade de 15‰ em comparação aos tempos de um e dez dias e na salinidade de 20‰ após cinco dias em comparação a um dia. Essa diminuição da concentração de potássio pode estar relacionada com a função desse íon na Regulação Isosmótica Intracelular. A concentração de magnésio aumentou com o aumento da salinidade e também com o maior tempo de exposição. O teor hídrico muscular manteve-se inalterado, exceto na salinidade de 25‰ onde houve uma redução após cinco dias de exposição, mostrando que essa espécie ainda consegue regular o volume celular, mesmo com a elevação da osmolalidade da hemolinfa. Esse estudo também foi o primeiro a medir a atividade da enzima anidrase carbônica de uma espécie da família Aeglidae. A atividade dessa enzima manteve-se inalterada, mesmo com o aumento da osmolalidade da hemolinfa em todas as salinidades e todos os tempos de exposição, possivelmente devido a função que essa enzima realiza no equilíbrio ácido-base. A única exceção ocorreu na salinidade de 35‰ após doze horas, quando a atividade da anidrase carbônica reduziu 63,3% em relação à água doce. Esse estudo foi extremamente importante para entender melhor os mecanismos fisiológicos envolvidos na osmorregulação dos crustáceos anomuros do gênero Aegla
dc.description.abstractAbstract: The anomurans crustaceans of the genus Aegla occur in fresh water for about 74 million years. The aim of this study was to evaluate the osmoregulatory plasticity of the freshwater species Aegla schmitti by determining limits of tolerance to increased salinity and the participation of physiological mechanisms. The animals were exposed to fresh water (control) and salinities of 15‰, 20‰, 25‰ and 35‰ for periods of one, five and ten days, and the survival rate of the species was determined. As the survival rate was reduced salinity of 35‰ after a day of exposure, was performed an experiment of exposure to this salinity for twelve hours. After the experiments were measured ionic concentrations (Na?, K?, Cl? and Mg²?) and the osmolality of the hemolymph; the activity of the enzyme carbonic anhydrase in the gills and the water content in the abdominal muscle. Aegla schmitti showed that preserves osmoregulatory mechanisms to survive in saline waters and can be considered euryhaline, since showed great osmoregulatory plasticity, managing to survive for up to ten days on the salinity of 15‰, 20‰ and 25‰ and up to twelve hours in salinity 35‰. This species also showed two different patterns of responses when exposed to salinity of 20‰ and 25‰, being able to osmoconformer of their hemolymph osmolality after five days and hipo-regulate after one day (between 21‰ and 25‰) and ten days (between 23‰ and 25‰). In general, the sodium and chloride ions increased with increasing hemolymph osmolality. The potassium is the only ion concentration decreased after five days in salinity of 15‰ compared to the times of one and ten days and the salinity of 20‰ after five days compared with a day. This decrease in potassium concentration can be related to the function of this ion in the Isosmotic Intracellular Regulation. The magnesium concentration increased with increasing salinity and also with longer exposure time. Muscle water content remained unchanged, except in salinity of 25‰ where there was a reduction after five days of exposure, showing that this species can still regulate cell volume, even with increasing of the hemolymph osmolality. This study was also the first to measure the activity of the enzyme carbonic anhydrase of a kind of family Aeglidae. The activity of the enzyme remained unchanged even with increasing of hemolymph osmolality in all salinities and all exposure times, possibly due to this enzyme function that performs the acid-base balance. The only exception occurred in salinity of 35‰ after twelve hours, when the activity of the carbonic anhydrase reduced 63.3% compared to freshwater. This study was extremely important to better understand the physiological mechanisms involved in osmoregulation of anomurans crustaceans the genus Aegla.
dc.format.extent45 f. : il. algumas color.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.languagePortuguês
dc.relationDisponível em formato digital
dc.subjectÁgua doce
dc.subjectAnidrase carbonica
dc.subjectCrustaceo
dc.subjectSalinidade
dc.titleRegulação osmo-iônica da espécie dulcícola Aegla schmitti (Crustácea, Anomura, Aeglidae) submetida a choque hiper-salino
dc.typeDissertação


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