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dc.contributor.advisorBoeger, Maria Regina Torres
dc.contributor.authorCarvalho, Letícia Larcher de
dc.contributor.otherPadial, André Andrian
dc.contributor.otherSternberg, Leonel
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação
dc.date.accessioned2016-06-22T19:20:59Z
dc.date.available2016-06-22T19:20:59Z
dc.date.issued2016
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/43187
dc.descriptionOrientador : Profª. Drª. Maria Regina Torres Boeger
dc.descriptionCo-Orientador : Prof. Dr. André A. Padial e Prof. Dr. Leonel Sternberg
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação. Defesa: Curitiba, 02/03/2016
dc.descriptionInclui referências
dc.descriptionÁrea de concentração
dc.description.abstractResumo: Manguezais são ecossistemas costeiros que representam a área de transição entre os ambientes marinhos e terrestres. As espécies arbóreas que ocorrem neste ecossistema apresentam adaptações para lidar com fatores que variam amplamente nos manguezais, como salinidade do solo e dinâmica hidrológica. Apesar dos esforços em descrever a estrutura dos manguezais, investigações que abordem os processos ecológicos ainda são necessárias para o estabelecimento de medidas de conservação dos manguezais, baseado na variedade de respostas às alterações ambientais em diferentes escalas. Estudos sugerem que a distribuição das espécies e estrutura dos manguezais florestas são influenciadas por diferenças ecológicas entre as espécies, como tolerância à concentração de nutrientes no solo e à salinidade. Entretanto, as espécies estão sujeitas à fatores que variam em diferentes escalas (global, regional e local). Este estudo teve como objetivo avaliar a ecofisiologia das espécies e sua relação com o ambiente e variações em diferentes escalas, através de três abordagens: 1) A estrutura de manguezais sulbrasileiros e a relação entre o padrão de distribuição das espécies e fatores ambientais que variam em escala local; 2) O padrão de distribuição das espécies como resultado da influência das variações ambientais locais na ecofisiologia das espécies; 3) A eficácia dos levantamentos de estrutura existentes nos manguezais ao longo da costa brasileira em estimar os padrões regionais na estrutura e a relação entre as variáveis ambientais e a estrutura destes manguezais. Portanto, o primeiro capítulo desta tese avaliou a distribuição das espécies arbóreas de manguezais subtropicais geograficamente próximos. De forma complementar, o segundo capítulo desta tese avaliou a relação entre a distribuição das espécies e fatores ambientais que variam em escala local, como composição e textura do sedimento. Parâmetros fitossociológicos da vegetação arbórea de três manguezais foram avaliados comparativamente: Estuário do Rio Nhundiaquara (Baia de Antonina, PR), Estuário do Rio Pinheiros (Baía de Guaratuba, PR) e Estuário do Rio Palmital (Baia da Babitonga, SC). Rhizophora mangle L. (Rhyzophoraceae), Avicennia schaueriana Stapf & Leechm. ex Moldenke. (Acanthaceae), e Laguncularia racemosa (L.) Gaertn. (Combretaceae) ocorreram nas áreas estudadas, porém com diferenças estruturais. Essas diferenças podem ser atribuídas à aspectos geográficos em escala local e na exigência das espécies à disponibilidade de nutrientes, como por exemplo, Rhizophora mangle e L. Racemosa, que diferiram na tolerância aos teores de Ca e P no solo, resultando distribuição distintas entre baías. Para avaliar os limites de tolerância das espécies e o gradiente ambiental natural na planície de inundação, no VII terceiro capítulo, foram analisados parâmetros de trocas gasosas e a abundância de isótopos estáveis de Carbono (?13C) e Nitrogênio (?15N), em parcelas ao longo gradiente de inundação do estuário do Rio Pinheiros, em que as espécies apresentam zonação. Avicennia schaueriana mostrou a capacidade de manter alta eficiência intrínseca do uso da água (WUEi), mesmo sob alta salinidade. O ?13C foliar de L. racemosa foi menor do que as outras espécies e negativamente relacionado com a salinidade da água intersticial, o que pode explicar o padrão de distribuição das espécies. Os parâmetros de trocas gasosas de R. mangle não foram correlacionados com as variáveis ambientais. Os indivíduos de borda tedem à usar uma fonte marinha de N, ao contrario de manguezais mais internos, embora a diferença não seja significativa para R. mangle. A forma como espécies respondem às mudanças na salinidade da água intersticial pode ser observada tanto nos parâmetros de troca de gás, quanto na assinatura isotópica das espécies, definindo o padrão de zonação encontrado. O quarto capítulo compilou levantamentos fitossociológicos em áreas de manguezais, de 2000 à 2015, afim de responder as seguintes questões: os levantamentos representam padrões regionais na estrutura dos manguezais ao longo da costa brasileira? Ainda, os dados existentes são suficientes para estabelecer a relação entre as variáveis ambientais e a estrutura destes manguezais? Apesar de caracterizar a estrutura das comunidades ao longo da costa brasileira, os estudos não definiram os processos que influenciam a estrutura de cada manguezal. A investigação de componentes específicos, como respostas a variações nos fatores abióticos e bióticos, pode elucidar os processos que resultaram nos padrões estruturais atualmente encontrados.
dc.description.abstractAbstract: Mangroves are coastal ecosystems that represent the transition between marine and terrestrial environments. Tree species that occur in this ecosystem are able to deal with factors that vary widely in the mangroves, such as soil salinity and hydrological dynamics. Despite efforts to describe the structure of mangroves, investigations that address the ecological processes are still needed for establish mangrove conservation measures, based on the variety of specific responses to environmental changes at different scales. Previous studies suggest that distribution and structure of mangrove forests are influenced by ecological differences among species, such as tolerance to soil nutrients concentration and soil salinity. However, species are subject to factors that vary at different scales (global, regional and local). This study aimed to evaluate physiological ecology of species and its relationship with environment variations at different scales using three approaches: 1) the structure of mangroves and the correlation between pattern of species distribution and environmental factors that vary in local scale; 2) The distribution pattern of species as a result of the influence of local environmental variations in species ecophysiology; 3) The effectiveness of the structure surveys in mangroves along the Brazilian coast to estimate regional structural patterns and the relationship between environmental variables and the structure of these mangroves. The first chapter of this thesis characterizes the structure of three subtropical mangroves. The second chapter correlates species distribution to environmental conditions. Mangroves of the Antonina Bay (PR), Guaratuba Bay (PR) and the Babitonga Bay (SC) were analyzed. Rhizophora mangle L. (Rhyzophoraceae), Avicennia schaueriana Stapf & Leechm. ex Moldenke (Acanthaceae) and Laguncularia racemosa (L.) Gaertn. (Combretaceae) occurred in the areas studied. Each studied mangrove presented a pattern of species distribution linked to differences in physicochemical factors along the floodplain gradient and the degree of tolerance that each species presents. Nutrient availability constrains species distribution, e.g. R. mangle, and L. racemosa differed in tolerance to nutrient concentrations in the soil, such as calcium and phosphorus. Our results indicate the significance of the distance from the coast, showing the weight of factors that vary in a local scale. In the third chapter, we measured gas exchange rates and the isotopic signature (?13C and ?15N) of three mangrove species in plots along an inundation gradient, to investigate if photosynthetic capacity and water use efficiency constrain distribution and development of mangrove in the Guaratuba Bay. Avicennia schaueriana showed the capacity to maintain high WUEi, even with high gs under higher salinities. The foliar IX ?13C of L. racemosa was lower than the other species and negatively correlated to pore-water salinity, which may explain the species distribution pattern. The parameters of gas exchange in R. mangle did not correlate to the measured soil variables. The results indicate that fringe mangroves may use a marine source of 15N, although the difference was not significant to R. mangle. How species respond to changes in pore-water salinity is expressed in both gas exchange parameters and isotopic signature through the salinity gradient, which indicates that zonation may be related to species ecophysiological responses to salinity variations. The fourth chapter reviewed phytossociological surveys in mangrove areas from 2000 to 2015 in order to answer the following questions: 1. Do the existing data represent regional patterns in the structure of mangroves along the Brazilian coast? 2. Are the data available sufficient to establish the relationship between environmental variables and structure of these mangroves? The studies have not defined the processes that influence the structure of each mangrove although they characterize the structure along the Brazilian coast. The investigation of variations in responses to abiotic and biotic factors may elucidate the processes that resulted in the structural patterns observed today.
dc.format.extent130 f. : il. algumas color.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.languagePortuguês
dc.relationDisponível em formato digital
dc.titleEstrutura de manguezais sulbrasileiros e sua relação com o gradiente de planície de inundação
dc.typeTese


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