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dc.contributor.advisorSallas, Ana Luisa Fayet, 1957-pt_BR
dc.contributor.authorPalau Valderrama, Palomapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologiapt_BR
dc.date.accessioned2020-02-14T15:24:26Z
dc.date.available2020-02-14T15:24:26Z
dc.date.issued2016pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/43169
dc.descriptionOrientador: Profª. Drª. Ana Luisa Fayet Sallaspt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Defesa: Curitiba, 29/02/2016pt_BR
dc.descriptionInclui referências (fls. 180-188)pt_BR
dc.descriptionÁrea de concentração: Sociologiapt_BR
dc.description.abstractResumo: Esta pesquisa tem por objetivo compreender a relação entre as condições sociais e materiais do ofício musical nos grupos de sequências, e tais formas musicais em Cali, na Colômbia. Trata-se de conjuntos musicais que se dedicam à interpretação de um amplo leque de gêneros musicais de difusão massiva em comemorações particulares e espaços comerciais. Constituem a oferta mais econômica e diversificada do mercado musical nessa cidade. Essa variedade é viabilizada pelo uso da tecnologia das sequências, arquivos digitais de áudio e MIDI que substituem os instrumentos musicais faltantes. A denominação de grupos de sequências é utilizada principalmente entre os músicos insiders, e modificada por grupos musicais para sua autoapresentação diante de públicos e clientes. Nesse sentido, é um tipo de produção cultural de baixa autonomia, determinada por forças econômicas e sociais (Bourdieu; Adorno), motivo pelo qual esses atores são criticados por colegas outsiders. Por sua parte, os músicos insiders fazem suas apostas criando, interpretando e difundindo suas músicas de diversas maneiras, formais e informais, na tentativa de ganhar maior autonomia. A pesquisa foi realizada mediante uma etnografia da interação social online, em sites de redes sociais e off-line em Cali, Colômbia; local aonde atuo como pesquisadora e flautista. A abordagem teórica se enquadra na área da sociologia da música e da cultura, e se alimenta de conceitos da etnomusicologia. A emergência e continuidade dos grupos de sequências são explicadas por meio da análise da mudança entre as interdependências sociais, materiais e estéticas da configuração social (Elias). Além disso, argumento que esses grupos musicais refletem as músicas mais comerciais na cidade, presentes em sua paisagem sonora (Schafer) e na memória coletiva musical de seus moradores, quem vivenciam a música com práticas participativas (Turino). A interação social entre os atores é analisada a partir dos conceitos microssociológicos de Goffman, tais como fachada e equipe. Assim, os músicos constroem uma fachada online e off-line na qual definem sua função com relação ao público como estimuladores da alegria coletiva. Seu trabalho com os grupos de sequências transcorre num clima que se situa entre a cooperação e a competição quando se trata de colegas, e na interação quando se trata do público, que em algumas situações de copresença constituem equipes. O repertório de trabalho (Becker) durante a apresentação musical é construído música a música pelos intérpretes com a observação das reações do público e suas demandas. Os ouvintes e criadores que participam dessa manifestação musical desenvolvem o que denomino multimusicalidade. Consiste na produção e no reconhecimento de práticas participativas e parâmetros estéticos de seu amplo repertório. Uma rede de mediações (Hennion) que entrelaça atores e objetos dá suporte à música, ora como experiência com a música ao vivo, a atuação do intérprete e as formas de participação do público, ora materializada nas gravações musicais e nas sequências.pt_BR
dc.description.abstractAbstrac t: Esta investigación tiene como objetivo comprender la relación entre las condiciones sociales y materiales del oficio musical en los grupos de secuencias, y tales formas musicales en Cali, Colombia. Se trata de conjuntos musicales que se dedican a la interpretación de una amplia gama de géneros musicales de difusión masiva en celebraciones particulares y espacios comerciales. Los cuales constituyen la oferta más económica y diversificada del mercado musical en dicha ciudad. Esta variedad es propiciada por el uso de la tecnología de las secuencias, archivos digitales de audio y MIDI que substituyen los instrumentos musicales faltantes. La denominación de grupos de secuencias es utilizada principalmente al interior de la red de músicos insiders, y modificada por grupos musicales, para su autopresentación frente a públicos y clientes. En ese sentido, es un tipo de producción cultural de baja autonomía, limitada por fuerzas económicas y sociales (Bourdieu; Adorno), motivo por el cual, son criticados por colegas outsiders. Por su parte, los músicos insiders hacen sus apuestas creando, interpretando y difundiendo sus canciones de diversas maneras, formales e informales, con la intención de ganar mayor autonomía. La indagación fue realizada mediante una etnografía de la interacción social: online, en sitios de redes sociales y, off-line en Cali; lugar donde actúo como investigadora y flautista. El enfoque teórico se enmarca en el área de la sociología de la música y de la cultura, y bebe de conceptos de la etnomusicología. La emergencia y continuidad de los grupos de secuencias es explicada a través del análisis del cambio entre las interdependencias sociales, materiales y estéticas de la configuración social (Elías). Además, se argumenta que esos grupos musicales reflejan las músicas más comerciales en la ciudad, presentes en su paisaje sonoro (Schafer) y que se encuentran en la memoria colectiva musical de los habitantes de Cali, quienes vivencian la música con sus prácticas participativas (Turino). La interacción social entre los actores es analizada a partir de los conceptos microsociológicos de Goffman tales como fachada y equipo. Así, los músicos construyen una fachada online y off-line en la cual definen su función con relación al público como estimuladores de la alegría colectiva. El trabajo con los grupos de secuencias transcurre entre la cooperación y la competencia entre colegas, y, en la interacción con el público. Músicos y público constituyen equipos diferentes en las situaciones de copresencia. El repertorio de trabajo (Becker) durante la presentación musical es construido, música tras música por los intérpretes, a partir de la observación de las reacciones del público y sus solicitudes. Los oyentes y creadores que participan de esa manifestación musical desarrollan lo que denomino: multimusicalidad. Consiste en la producción y el reconocimiento de prácticas participativas y de parámetros estéticos de un amplio repertorio por parte de un grupo. Una red de mediaciones (Hennion) que entrelaza actores y objetos da soporte a la música, ya sea como experiencia, con la música en vivo, la actuación del intérprete y las formas de participación del público, o materializada en las grabaciones musicales y en las secuencias.pt_BR
dc.format.extent192f : . il., grafs., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectSociologiapt_BR
dc.subjectSociologia - Músicapt_BR
dc.subjectMúsicos - mediaçaopt_BR
dc.subjectMúsica - Interação socialpt_BR
dc.title"Yo toco de todo" : configuração, interação social e mediações do trabalho musical nos grupos de secuencias em Cali, Colômbia.pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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