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dc.contributor.advisorSantos, José Eduardo da Silva
dc.contributor.authorBernardelli, Angélica Karina
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Farmacologia
dc.date.accessioned2016-03-24T15:35:38Z
dc.date.available2016-03-24T15:35:38Z
dc.date.issued2015
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/41859
dc.descriptionOrientador : Prof. Dr. José Eduardo da Silva Santos
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia. Defesa: Curitiba, 10/12/2015
dc.descriptionInclui referências : f. 67-74
dc.descriptionÁrea de concentração
dc.description.abstractResumo: A terapêutica na sepse é guiada pela reposição de fluidos e terapia inotrópica e vasopressora. Entretanto, existe uma hiporreatividade cardiovascular aos fármacos vasoativos, o que contribui para o aumento da mortalidade. Apesar de estabelecido o arsenal terapêutico, ainda é controversa a utilização de drogas vasopressoras, não sendo definida a verdadeira relação potencial de benefícios em estados de choque, com poucos relatos na literatura da modulação dos diferentes leitos vasculares diante dos agentes vasopressores utilizados no tratamento da sepse. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar e caracterizar o perfil de reatividade vascular em modelo experimental de sepse, frente a vasopressores endógenos e rotineiramente utilizados na clínica em humanos. Foram avaliadas as respostas contráteis por meio de curvas concentração-resposta das artérias mesentéricas, renais, carótidas e caudais à fenilefrina, noradrenalina, angiotensina II e vasopressina, em ratos submetidos à cirurgia de ligadura e perfuração do ceco (CLP) nos tempos 6 h e 18 h após a cirurgia. Foi verificado ainda, o efeito de bloqueadores da enzima óxido nítrico sintase (LNAME e 1400W) na responsividade da artéria mesentérica superior à fenilefrina e noradrenalina. As respostas contráteis à fenilefrina e angiotensina II em artérias mesentéricas do grupo CLP 6 h e CLP 18 h foram significativamente menores comparadas ao grupo controle, porém não foram encontradas diferenças na responsividade à noradrenalina e vasopressina. Quando avaliada a reatividade de artérias renais do grupo CLP observou-se que a resposta permanece inalterada a todos os vasoconstritores testados. No entanto, as artérias carótidas do grupo CLP 18 h apresentaram reatividade vascular reduzida a todos os vasoconstritores testados, e apesar da fenilefrina e noradrenalina terem capacidade de aumentar o tônus da artéria carótida, estes apresentaram efeito reduzido no grupo CLP 6 h. Por outro lado, as artérias caudais apresentaram uma hiper-reatividade à vasopressina 6 h, e à noradrenalina 18 h após a CLP. O bloqueio com L-NAME foi capaz de aumentar a responsividade da artéria mesentérica superior à fenilefrina e à noradrenalina nos tempos 6 h e 18 h após a CLP. No entanto, o bloqueio da enzima óxido nítrico sintase induzida não alterou a responsividade à fenilefrina e à noradrenalina nos tempos 6 h após a CLP, diferente do observado no tempo 18 h, em que aumentou a responsividade somente à fenilefrina. Estes resultados indicam que a contratilidade vascular na sepse pode variar desde a refratariedade, hiper-reatividade ou até mesmo uma resposta inalterada aos vasopressores, de acordo com o tipo de vaso, o agente vasopressor utilizado ou o período pós sepse avaliado. Palavras-chave: Choque séptico, disfunção vascular, vasoconstritores, hiporresponsividade.
dc.description.abstractAbstract: The therapy in sepsis is driven by fluid replacement and inotropic and vasopressor therapy. However, it is well known that sepsis is associated with vascular hyporeactivity to vasoactive drugs, which contributes to increased mortality. Although the therapeutic arsenal has been well described in the last decades, the choice of the best vasoactive agent and the beneficial and deleterious effects associated with the vasopressor therapy remains controversial. The aim of this study was to evaluate and characterize the profile of vascular reactivity of different vessels in an experimental model of sepsis, comparing the effects of different vasopressors either endogenously produced or routinely used in the clinic. For this, we evaluated the contractile responses evoked by cumulative concentration response curves of phenylephrine, norepinephrine, angiotensin II and vasopressin in mesenteric, renal, carotid and tail arteries from rats subjected to the cecal ligation and puncture (CLP) model of sepsis. The involvement of nitric oxide was tested using the nitric oxide synthase inhibitors L-NAME and 1400W. The responses to phenylephrine and angiotensin II in mesenteric arteries from CLP 6 h and CLP 18 h groups were significantly smaller than the effects obtained in preparations from control (non-septic) animals, but no differences were found in the effects of norepinephrine and vasopressin. None of the vasoconstrictors tested had their activity impaired in renal arteries from CLP groups. Nonetheless, carotid arteries from CLP 18 h group presented reduced reactivity to all tested vasoconstrictors, although only phenylephrine and norepinephrine had their ability to increase the carotid tone diminished in the CLP 6 h group. On the other hand, in spite of the reduced responsiveness to phenylephrine, tail arteries from septic rats showed increased contractile responses to vasopressin and norepinephrine at 6 h and 18 h after the CLP surgery, respectively. The blockage of nitric oxide production by L-NAME was able to increase the responsiveness of the superior mesenteric artery to norepinephrine and phenylephrine at 6 h and 18 h after the CLP surgery. Interestingly, incubation of 1400W failed to improve the vascular reactivity to phenylephrine and norepinephrine in mesenteric rings obtained from the CLP 6 h group. In addition, this selective inhibitor of the inducible isoform of nitric oxide increased the vascular reactivity phenylephrine, but not to norepinephrine, at 18 h after the CLP. The results described in this study indicate that the vascular contractility in sepsis vary from the well-described refractoriness, to unaltered or even enhanced responsiveness to vasoconstrictors, accordingly with the vessel, the vasoactive agent, or the period evaluated. Keywords: Septic shock, vascular dysfunction, vasoconstrictors, hyporesponsiveness.
dc.format.extent130 f. : il.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.languagePortuguês
dc.relationDisponível em formato digital
dc.subjectFarmacologia
dc.subjectChoque septico
dc.subjectVasoconstritores
dc.titleAvaliação comparativa da reatividade a vasoconstritores em artérias de ratos submetidos à sepse induzida pelo modelo de ligadura e perfuração de ceco
dc.typeDissertação


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