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dc.contributor.advisorKlisiowicz, Débora do Rocio
dc.contributor.authorCognialli, Regielly Caroline Raimundo
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, Parasitologia e Patologia Básica
dc.date.accessioned2015-12-14T18:26:22Z
dc.date.available2015-12-14T18:26:22Z
dc.date.issued2014
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/40624
dc.descriptionOrientadora : Profª. Drª. Débora do Rocio Klisiowicz
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ciencias Biológicas (Microbiologia, Parasitologia e Patologia Básica). Defesa: Curitiba, 13/03/2014 30/09/2010
dc.descriptionInclui referências : f. 57-72
dc.descriptionÁrea de concentração
dc.description.abstractResumo: Infecções parasitárias representam um importante problema de saúde pública devido sua elevada prevalência e ampla distribuição geográfica. As enteroparasitoses podem acarretar má-absorção de nutrientes, anemia, diarreia crônica, desnutrição, dores abominais, dificuldade de aprendizado, concentração e atraso no crescimento. No Brasil não há dados publicados quanto ao desempenho dos laboratórios de análises clínicas na realização de exames coproparasitológicos, sendo que essas informações são fundamentais para avaliar se os laboratórios estão realizando um correto diagnóstico dos enteroparasitos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o setor de parasitologia e o desempenho nos diagnósticos coproparasitológicos de laboratórios de análises clínicas de Curitiba e Região Metropolitana - Paraná. Foram enviadas aos 19 laboratórios participantes situados em Curitiba, Colombo, Lapa, Piraquara e São José dos Pinhais, um questionário com 14 perguntas, sendo 8 itens exigidos pela vigilância sanitária, 3 questões relacionadas com parâmetros de qualidade e 3 à respeito da rotina laboratorial. Além disso, 3 preparações semi-permanentes em lâminas de vidro para microscopia e 3 amostras em solução diluente. As amostras enviadas continham 22 possíveis diagnósticos a serem realizados de 10 diferentes espécies parasitárias. Foi proposta uma classificação dos resultados com 4 escalas entre muito bom e insuficiente, onde foram pontuados tantos os acertos como os erros nos diagnósticos emitidos. Os principais resultados dos questionários foram: 94,74% dos laboratórios possuem POP's para a realização de exames coproparasitológicos; 100% orientam os pacientes à respeito do procedimento de coleta da amostra fecal; 68,42% possuem critérios para aceitação da amostra fecal; 21,05% questionam se o paciente está fazendo uso de algum medicamento; 63,16% relatam no laudo as alterações macroscópicas observadas no material fecal; controle de qualidade interno e controle de qualidade externo são realizado por 42,11% e 94,74%, respectivamente; 73,68% realizam o exame de apenas uma lâmina; material bibliográfico está disponível em 89,47% dos laboratórios; 21,05% são acreditados e em 89,74% os exames coproparasitológicos são realizados por farmacêuticos, 5,26% por biomédicos e 5,26% por biólogos. O método coproparasitológico mais utilizado foi o método de Hoffman, Pons e Janer (94,74%), sendo que 36,84% dos laboratórios utilizam apenas esse método na rotina laboratorial. Nenhum laboratório teve seu diagnóstico coproparasitológico classificado como muito bom, 21,05% dos laboratórios foram classificados como bons, 15,79% regulares e 63,16% insuficientes. No total houve 22,01% de resultados falso-positivos e 24,40% de resultados falso-negativos. A espécie Ascaris lumbricoides foi a que obteve menor número de erro. As falhas diagnósticas mais comuns foram à dificuldade na identificação dos elementos parasitários, em especial as larvas de ancilostomídeos, cistos de Iodamoeba bütschlli e ovos de Fasciola hepatica. Não foi possível estabelecer uma relação entre o desempenho dos laboratórios aos dados avaliados no questionário. Acredita-se que o desempenho insuficiente dos laboratórios no diagnóstico coproparasitológicos deva-se principalmente à negligência com o setor de parasitologia, falta de padronização dos métodos, baixo valor pago por exame e falta de capacitação dos profissionais da área. Palavras-chave: Laboratório de análises clínicas. Exames coproparasitológicos. Diagnóstico. Parasitos.
dc.description.abstractAbstract: Parasitic infections are a major public health problem due of its high prevalence and geographical distribution. Intestinal parasites can cause malabsorption of nutrients, anemia, chronic diarrhea, malnutrition, abdominal pain, difficulty in learning, concentration and growth retardation. In Brazil there are no published data on the performance of clinical laboratories on execution of fecal examinations, and this information is essential to assess whether laboratories are performing a correct diagnosis of intestinal parasites. The objective of this study was to evaluate the sector of parasitology and performance in parasitological diagnosis of clinical laboratories of Curitiba and the Metropolitan Region - Paraná. Were sent to 19 participating laboratories located in Curitiba, Colombo, Lapa, Piraquara and São José dos Pinhais, a questionnaire with 14 questions, with 8 items required for health surveillance, 3 issues related to quality parameters and 3 respects to the laboratory routine. Furthermore, three semi-permanent preparations on glass slides for microscopy and 3 samples in diluent solution. Samples sent contained 22 possible diagnoses to be held from 10 different parasite species. It was proposed a classification results with 4 scales between very good and insufficient, where were scored rights as errors in the diagnosis issued. The main results of the questionnaires were: 94,74% of laboratories have POP's to perform fecal examinations; 100% instruct patients about the procedure of collecting the fecal sample; 68,42% have criteria for acceptance of stool; 21,05% asks if the patient is making use of any medication; 63,16% reported alteration on the macroscopic examination in fecal material; internal quality control and external quality control are done by 42,11% and 94,74%, respectively; 73,68% performed the examination of only a microscope slide; bibliography is available in 89,47% of laboratories; 21,05% are accredited and 89,74% in the fecal examinations are conducted by pharmacists, 5,26% by biomedical and 5.26% by biologists. The parasitological method most used was the method of Hoffman, Pons and Janer (94,74%), with 36,84% of the laboratories using only this method in their laboratory routine. None laboratory had parasitological diagnosis rated as very good, 21,05% of the laboratories were classified as good, 15,79% regular and 63,16% insufficient. In total there were 22,01% of false-positive results and 24,40% false-negative results. The specie Ascaris lumbricoides was the one with fewer errors. The most common diagnostic failures were the difficulty in identifying the parasitic elements, especially the larvae of hookworms, Iodamoeba bütschlli cysts and eggs of Fasciola hepatica. It was not possible to establish a relationship between laboratory performance and data evaluated in the questionnaire. It is believed that the poor performance of laboratories in parasitological diagnosis is due mainly to the neglect of the sector of parasitology, lack of standardization of methods, low price paid per exam and lack of training of professionals. Key words: Clinical laboratory. Fecal examination. Diagnosis. Parasites.
dc.format.extent82 f. : il. algumas color., grafs., tabs.
dc.format.mimetypeapplication/pdf
dc.languagePortuguês
dc.relationDisponível também em formato digital
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectParasitologia
dc.subjectParasitologia
dc.subjectLaboratórios
dc.titleAvaliação do setor de parasitologia e desempenho nos dignósticos coproparasitológicos de laboratórios de análises clínicas de Curitiba e Região Metropolitana - Paraná
dc.typeDissertação


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