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dc.contributor.advisorPan, Miriam Aparecida Graciano de Souzapt_BR
dc.contributor.authorAguirre, Alexander Tovarpt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Psicologiapt_BR
dc.date.accessioned2015-06-11T15:49:23Z
dc.date.available2015-06-11T15:49:23Z
dc.date.issued2015pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/38178
dc.descriptionOrientadora: Profª Drª Miriam Aparecida Graciano de Souza Panpt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa: Curitiba, 08/05/2015pt_BR
dc.descriptionInclui referências : fls. 116-121pt_BR
dc.description.abstractResumo: O presente estudo tem por objetivo analisar os efeitos que os sentidos produzidos na relação professor-estudante têm sobre a configuração da formação universitária. Trata-se de uma pesquisa discursivo-documental alicerçada na perspectiva bakhtiniana que explora os registros do processo de intervenção do projeto de extensão PermaneSENDO desenvolvido junto aos estudantes de graduação da Universidade Federal do Paraná-UFPR. Os registros do projeto são analisados como enunciados que refletem e refratam as relações na instituição. Esses enunciados explicitam problemas de adaptação dos estudantes à vida universitária durante os primeiros anos de formação profissional, e dificuldades de comunicação com os professores. As falas dos discentes mostram um sentimento de desorientação a respeito de como agir e responder às demandas do meio acadêmico, localizando parte do problema na falta de acolhimento dos professores e da instituição. O discurso dos estudantes mostra igualmente um movimento contraditório de aceite e recusa das altas exigências de desempenho que a universidade estabelece: embora relate sentir que as exigências vão além da sua capacidade, almeja cumpri-las para se tornar mais competente; mesmo se sentindo marginalizado frente à impossibilidade de atender tais exigências, ele marginaliza os seus colegas caso eles não as atinjam. Nos enunciados analisados aparece um constante sentimento de medo à marginalização e à exclusão caso o estudante não consiga alcançar o padrão de desempenho estabelecido nas práticas discursivas na universidade pública. As práticas educativas que são refletidas/refratadas na voz dos estudantes mostram que as condições nas quais o estudante permanece na universidade geram problemas tanto na qualidade da formação profissional quanto na saúde física e mental dos discentes. O destaque que os valores de competitividade, autonomia e individualização têm conquistando nas práticas educativas estão enfraquecendo as relações dos estudantes com os seus professores e colegas, produzindo práticas de silenciamento, medo e exclusão naqueles que não conseguem se encaixar no perfil idealizado pelos discursos que circulam na instituição e na voz dos professores. Nas práticas educativas contemporâneas a configuração subjetiva que parece ganhar força é a do sujeito pragmático e autossuficiente, que procura diminuir constantemente o risco de ser excluído pela sua potencial incompetência, estabelecendo assim relações pragmáticas de competição/exclusão com os outros. O estudante concreto nas suas práticas concretas enuncia vários pontos de sujeição e resistência a os discursos institucionais que se reproduzem na fala dos professores que produzem sentidos idealizados do que deveria saber/ser um estudante de uma universidade publica. Esses pontos de aceite e recusa precisam ser problematizados para ampliar a discussão sobre a formação profissional e a qualidade da permanência estudantil. Palavras-chave: Relação professor-estudante, formação profissional, universidade pública, discurso, subjetividade, políticas de permanência.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The present study aims to analize the effects that the meanings produced in the teacher-student relationship have on the setting of university education. It is a disrcursive-documentary research founded on bakhtinian perspective that explores the records of the intervention process of the project PermaneSENDO developed with graduate students of the Federal University of Parana-UFPR. Project records are analyzed as statements that reflect and refract the relationships in the institution. These statements explicit problems of adaptation of students to university life during the early years of professional education, and difficulties in communication with teachers. The speeches of the students show a feeling of disorientation about how to act and respond to the demands of the academic world by locating part of the problem in the absence of reception of teachers and the institution. Speaking of students also shows a contradictory movement of acceptance and rejection of high performance requirements that the university states: although the student feel that the requirements go beyond their capacity, aims to fulfill them to become more competent and even feeling marginalized front of the inability to meet such requirements, he marginalizes their colleagues if they do not achieve. In the analyzed statements appears a constant feeling of marginalization and exclusion fear if the student can not reach the performance standards established in the discursive practices in the public university. Educational practices that are reflected/refracted in the voice of the students show that the conditions in which the student stays in the university create problems both in the quality of professional education and in the physical and mental health of students. The highlight of the competitiveness of values, autonomy and individualization have gained in educational practices are weakening the relationship of students with their teachers and colleagues, producing silencing practices, fear and exclusion of those who can not fit into the idealized profile speeches by circulating the institution and the teacher's speech. In contemporary educational practices the subjective setting that seems to gain strength is the pragmatic and self-sufficient subject, who constantly seeks to reduce the risk of being excluded by their potential incompetence, establishing thus pragmatic relations of competition/exclusion with others. The real student in their real practices speaks several points of subjection and resistance to the institutional discourses that reproduce on the teacher's speach that produce idealized sense of should know/be a student at a public university. These points of acceptance and rejection must be problematized to broaden the discussion on professional education and the quality of the student permanence. Key-words: Teacher-student relationship, higher education, public university discourse, subjectivity, permanence policies.pt_BR
dc.format.extent135 f.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectPsicologiapt_BR
dc.titleA relação professor-estudante na universidade pública : uma leitura Bakhtinianapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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