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dc.contributor.authorGoulart, Adriano Ávilapt_BR
dc.contributor.otherPassos, Everton, 1954-pt_BR
dc.contributor.otherNucci, João Carlospt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Terra. Programa de Pós-Graduação em Geografiapt_BR
dc.date.accessioned2015-05-13T17:50:34Z
dc.date.available2015-05-13T17:50:34Z
dc.date.issued2014pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/37946
dc.descriptionOrientador : Prof. Dr. Everton Passospt_BR
dc.descriptionCo-orientador : Prof. Dr. João Carlos Nuccipt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Terra, Programa de Pós-Graduação em Geografia. Defesa: Curitiba, 15/05/2014pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: O Cerrado, formação vegetal que já ocupou cerca de 24% de todo o território brasileiro, atualmente se encontra em um quadro de grande fragmentação. Este contexto deve-se a expansão, incentivada pelo governo federal após 1950, das fronteiras agrícolas do país em direção ao planalto central brasileiro. Atualmente, o seu grau de fragmentação é grande, principalmente porque a vegetação nativa é cada vez mais substituída pelas lavouras de soja (Glycine max), no planalto central, e cana-de-açucar (Saccharum officinarum), na região sudeste e sul, além da introdução comercial de espécies exóticas, como o crescente "reflorestamento" de eucalipto (Eucaliptus spp.) e de pinus (Pinus spp.). Elementos que contribuem para a caracterização e expansão desta que é a maior fronteira agrícola do mundo localizada no interior do Brasil. Contudo, as políticas de proteção do Cerrado historicamente não foram tão relevantes para o quadro de conservação da natureza no país. As primeiras Unidades de Conservação do Cerrado são criadas apenas em meados de 1960, quase 40 anos após a primeira área de proteção federal. Outro ponto a ser considerado nesse contexto corresponde ao conhecimento acerca da ecologia do Cerrado. Uma das principais dificuldades ao trabalhar com as teorias ecológicas do Cerrado ainda é o inventário de espécies, tanto da fauna quanto da flora. Os esforços para inventariar fauna e flora se tornam cada vez mais relevantes, visto que o crescente desmate de habitats de Cerrado diminui, cada vez mais, as possibilidades de conhecê-lo para conservar sua diversidade. Porém, todo este contexto brevemente exposto acima, não é exclusivo da região próxima à área nuclear do domínio do Cerrado, onde a vegetação nativa foi substituída por atividades agropecuárias, mas pode-se evidenciar um acentuado grau de fragmentação também nos seus ecótones com outras relevantes formações vegetais, comprometendo as funções ecológicas que mantêm o seu equilíbrio natural. É exatamente em uma dessas complexas faixas de transição que esta dissertação realiza seu estudo de caso, confinando sua área de estudo e discussão aos enclaves fitogeográficos do Parque Estadual do Cerrado (PEC), localizado no município de Jaguariaíva, no Estado do Paraná. Através de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento e da aplicação de proposições derivadas da teoria de Biogeografia de Ilhas e de métodos quantitativos de métricas da paisagem inseridos na corrente norte americana de Ecologia da Paisagem esta dissertação objetivou estudar a dinâmica espacial da fragmentação da vegetação de Cerrado, entre os anos de 1984 até 2011 no Parque Estadual do Cerrado (Jaguariaíva/PR) e em sua Zona de Amortecimento. A apreciação das métricas da paisagem e dos aspectos qualitativos observados em campo revelaram um inegável quadro de fragmentação da vegetação de Cerrado no entorno da referida Unidade de Conservação. As consequências da instabilidade espacial dos fragmentos, da perda de área e das variações de comprimento de borda e de forma, além do aumento da distância entre os fragmentos revelam um contexto alarmante, onde é possível notar um cenário propício para a degradação dos ecossistemas. Todos os fatores contribuem para o aumento das taxas de extinção local, em detrimento da especiação e emigração, empobrecendo o ecossistema. A função ecológica dessa Unidade de Conservação, caso este quadro de fragmentação perdure, torna-se cada vez mais questionável. Palavras chave: Cerrado, Teoria de Biogeografia de Ilhas, Conservação da Natureza, Parque Estadual do Cerrado.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The Cerrado, a vegetal formation that once held about 24% of the Brazilian territory, is currently in a very fragmented frame. This context is due to expansion encouraged by the federal government after 1950, and the agricultural frontier of the country towards the central Brazilian plateau. Currently, the degree of fragmentation is great, mainly because the native vegetation is increasingly replaced by soybean (Glycine max) crops, in the central Brazilian plateau, and cane sugar (Saccharum officinarum), in Southern and Southeastern, in addition to the commercial introduction of exotic species such as the increasing "reforestation" of eucalyptus (Eucaliptus spp.) and pine (Pinus spp.). Elements contributing to the characterization and expansion of which is the largest agricultural frontier in the world located in the interior of Brazil. However, Cerrado protection policies were historically not so relevant to the nature conservation framework in the country. The first Cerrado Protected Areas were created only in the mid-1960s, almost 40 years after the first area of federal protection. Another point to consider in this context corresponds to the knowledge about the Cerrado ecology. One of the main difficulties when working with ecological theories of Cerrado is still the inventory of species, both fauna as flora. Efforts to inventory flora and fauna become increasingly relevant, as the growing deforestation of the Cerrado habitat decreases, more and more, the possibilities to know it better to conserve its diversity. But this whole situation briefly described above, is not unique to the region near the nuclear area of the Cerrado domains, where the native vegetation has been replaced by agricultural activities, but you can show a marked degree of fragmentation also in their ecotones with other relevant vegetation, compromising the ecological functions that maintain its natural balance. It is precisely in such a complex transition zones that this dissertation performs its case study, confining their field of study and discussion to phytogeographic enclaves of Parque Estadual do Cerrado, located in the municipality of Jaguariaíva, in Paraná State. Through remote sensing and GIS and the application of propositions derived from biogeography theory Islands and quantitative methods of landscape metrics inserted in North American chain of Landscape Ecology this dissertation studies the spatial dynamics of fragmentation of Cerrado vegetation, between the years 1984 to 2011 in the Parque Estadual do Cerrado (Jaguariaíva/PR) and its Buffer Zone. The evaluation of landscape metrics and qualitative aspects observed in the field revealed an undeniable fragmentation framework of Cerrado vegetation surrounding said Protected Area. The consequences of spatial instability of the fragments, loss of the edge area, and changes in length and shape, and increase in the distance between the fragments reveal an alarming context, where it is possible to note a favorable scenario for the degradation of ecosystems. All factors contribute to the increase of local extinction rates, to the detriment of speciation and emigration, impoverishing the ecosystem. The ecological role of this protected area if this fragmentation frame lasts becomes increasingly questionable. Keywords: Cerrado, Theory of Island Biogeography, Nature Conservation, Parque Estadual do Cerrado.pt_BR
dc.format.extent149f. : il. algumas color., tabs., grafs., maps.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectGeografiapt_BR
dc.titleEcologia e evolução da paisagem do Parque Estadual do Cerrado (Jaguariaíva - PR) e de sua zona de amortecimentopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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