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dc.contributor.authorCoelho, Livy Maria Realpt_BR
dc.contributor.otherBorges Neto, José, 1951-pt_BR
dc.contributor.otherRetoré, Christianpt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2015-01-22T15:46:37Z
dc.date.available2015-01-22T15:46:37Z
dc.date.issued2014pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/37042
dc.descriptionOrientador : Prof. Dr. José Borges Netopt_BR
dc.descriptionCoorientador : Prof. Dr. Christian Retorépt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 28/04/2014pt_BR
dc.descriptionInclui referênciaspt_BR
dc.description.abstractResumo: Esta tese trata do fenômeno das nominalizações: nomes formados a partir de verbos que preservam o mesmo significado do verbo base, como atuação e abertura. Estes nominais apresentam, além do significado básico da ação do verbo base, outros diversos significados, como resultado desta ação (assadura), coletivização (administração) e locativo (chegada). Estas formas, por compartilharem propriedades verbais e nominais, já foram objeto de trabalhos muito relevantes para as áreas formais da linguística. Com o objetivo de verificar qual o melhor tratamento para o fenômeno, descrevo detidamente o comportamento das nominalizações em português do Brasil. Analiso a formação destes nominais e seu comportamento sintático e semântico sem chegar a uma conclusão definitiva sobre quais seriam as características que definiriam quais os possíveis significados que estas formas assumem. Assim, defendo que parte do funcionamento das nominalizações é de caráter idiossincrático, isto é, não pode ser definido a priori com base nos elementos presentes em sua formação. Assumo também que estes nominais são antes vagos que ambíguos, isto é, têm parte de seu significado lexical sub-especificado, e, por isto, devem estar expressos no léxico através de uma única entrada lexical. Visito, então, três diferentes propostas [Grimshaw, 1990], [Pustejovsky, 1995] e [Bassac et al., 2010], apresentando os benefícios e prejuízos de cada uma. [Grimshaw, 1990] apresenta um tratamento consistente e de natureza sintática. No entanto, trata nominalizações como nomes ambíguos e propõe que existam diferentes entradas lexicais para cada um dos significados que estas formas podem assumir. Entendo que este tratamento incha o léxico e não captura parte relevante do fenômeno. Apresento ainda diversos dados que mostram que a teoria de Grimshaw não se sustenta para o inglês e nem para outras diversas línguas, como o português, russo e catalão. [Pustejovsky, 1995] trata as nominalizações de forma mais interessante através do conceito de polissemia lógica e tipo-ponto. Seu tratamento dá conta de caracterizar as nominalizações e seus significados como uma única entrada, no entanto, é bastante inconsistente internamente e parte de postulados antes ontológicos do que linguísticos. Já a proposta de [Bassac et al., 2010] oferece recursos léxicos e lógico-formais que permitem uma caracterização bastante eficiente das nominalizações e seus diversos significados. Esta teoria, no entanto, não é capaz de prever o comportamento das nominalizações. Discuto ainda que esta falta de previsibilidade da teoria pode não ser um problema, já que não é claro o que define o funcionamento das nominalizações. Assumindo que, de fato, não pode-se prever completamente o comportamento destes nominais, a proposta de [Bassac et al., 2010] é a que oferece o melhor ferramental para descrever estas formas.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: This thesis explores the phenomenon of nominalizations: nouns formed from verbs that keep the same meaning of their base verbs, as atuação and abertura. These nominals feature, besides the basic meaning of the action of the base verb, many other meanings, such as the result of its action (assadura), collectivization (administração) and locative (chegada). These forms, for sharing verbal and nominal properties, have been the subject of several relevant papers in many areas of formal linguistics. Aiming to find the best treatment for the phenomenon, I describe the behavior of nominalizations in Brazilian Portuguese. I analyze the formation of these nominal and their syntactic and semantic behavior without reaching a definitive conclusion about what the characteristics that define the possible meanings of each nominal are. Thus, I argue that part of the behavior of nominalizations is idiosyncratic and cannot be defined a priori based on the elements present in their formation. Also I assume that these nominals are rather vague than ambiguous, since part of their lexical meaning under-specified, and, therefore, must be expressed in the lexicon via a single lexical entry. I consider three different proposals [Grimshaw, 1990], [Pustejovsky, 1995] and [Bassac et al., 2010], showing the benefits and drawbacks of each one of them. [Grimshaw, 1990] presents a consistent and syntactic treatment. However, nominalizations are seen as ambiguous nouns and it is proposed that each of their different meaning must be a different lexical entry. I understand that this treatment swells the lexicon and does not capture a relevant part of the phenomenon. I also present several data showing that the theory of Grimshaw does not apply for English, nor to several other languages, such as Portuguese, Russian and Catalan. [Pustejovsky, 1995] treats nominalizations more interestingly through the concept of logical polysemy and dottypes. His treatment yields to a characterization of nominalizations and their meanings as a single entry, however, it is internally inconsistent and comes from ontological postulates, rather than linguistic ones. The proposal of [Bassac et al., 2010] offers lexical and formal resources that allow a very efficient characterization of nominalizations and their various meanings. This theory, however, is not able to predict the behavior of nominalizations. Further, I argue that this lack of predictability of the theory may not be a problem, since it is not clear what defines the complete behavior of nominalizations. Assuming that, in fact, no one can fully predict the behavior of nominals, the proposal of [Bassac et al., 2010] offers the best tools to describe these forms.pt_BR
dc.format.extent160p. : il., grafs., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.titleNominalizaçõespt_BR
dc.typeTesept_BR


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