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dc.contributor.authorRocha, Francinept_BR
dc.contributor.otherZandona, Norma da Luz Ferrarinipt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Psicologiapt_BR
dc.date.accessioned2019-12-12T12:42:23Z
dc.date.available2019-12-12T12:42:23Z
dc.date.issued2013pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/32303
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Norma da Luz Ferrarinipt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Parana, Setor de Ciencias Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa: Curitiba,24/07/2013pt_BR
dc.descriptionBibliografia: fls.163-168pt_BR
dc.description.abstractResumo: As lutas empreendidas pelos povos indígenas do Brasil desde 1970 obtiveram conquistas que foram formalizadas na Constituição de 1988, na qual são reconhecidos direitos das sociedades indígenas, como a uma "educação diferenciada", promovida pelo Estado e pautada no respeito às suas peculiaridades culturais, linguísticas e processos próprios de ensino e aprendizagem. A luta dos povos indígenas brasileiros por tal educação escolar configurou-se em instrumento de luta pela cidadania, por um lugar de protagonista na discussão e defesa de seus direitos. Como consequência dessa apropriação do processo educativo como instrumento de qualificação para sua empreitada, jovens indígenas estão batendo hoje às portas das universidades, com a anuência de seus povos. Por outro lado, surgiram no início do século XXI iniciativas de alguns segmentos da sociedade, dentre os quais as universidades públicas, voltadas à implementação de ações afirmativas promotoras da inserção no ensino superior de jovens de grupos reconhecidamente prejudicados nos processos históricos. Foi nesse contexto que a Universidade Federal do Paraná foi uma das precursoras a implantar vagas suplementares para estudantes indígenas a partir de 2005, com acesso diferenciado, viabilizado mediante parceria com a primeira política de estado voltada exclusivamente aos povos indígenas no Brasil, desenvolvida pelo governo do Paraná, o qual desde 2001 promovia o Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná. Iniciativas como estas acabaram consolidando uma política federal, que também se destina a outros públicos, que reservará 50% das vagas no ensino superior federal para tais grupos: trata-se da Lei das Cotas (2012). Com isso, os jovens indígenas estão tendo uma oportunidade inédita de serem os primeiros de suas famílias a poderem cursar uma universidade pública. Por outro lado, às Universidades é dada uma oportunidade igualmente singular de se haverem com um público diferenciado daquele com o qual trabalhou durante décadas, como é o caso da secular UFPR. A presente dissertação de mestrado em psicologia debruçou-se sobre o tema, propondo analisar as implicações da educação escolar (básica e superior) no processo de subjetivação de universitários indígenas da UFPR. Discute a narrativa sobre as trajetórias educacionais de seis jovens indígenas graduandos ou graduados em cursos regulares da UFPR, apresenta dados a respeito dos 64 estudantes indígenas que adentraram entre o primeiro vestibular específico (2005) e 2012, e analisa os sentidos produzidos para a compreensão dos processos de configuração das subjetividades desses jovens no embate entre as suas próprias expectativas e as dos seus familiares, de seus povos e da própria universidade. Foram realizadas revisões bibliográfica e documental e entrevistas com seis universitários e com gestores da UFPR. Constata um expressivo esforço no enfrentamento da rotina universitária, do choque cultural da vida numa metrópole, das limitações de uma formação escolar básica precária etc. Aponta que zonas de sentido como coletividade, mobilidade, restrição, dualidade, educação escolar e vínculo com a causa indígena são recursos para produções de sentidos subjetivos que constituem fatores de sucesso acadêmico, assim como o são as experiências fomentadoras de vínculo afetivo com a instituição, especialmente o estabelecimento de relações interpessoais positivas.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The struggles undertaken by native Brazilian tribes since the 1970?s have ensued victories officialized by the Constitution of 1988, which recognizes these peoples? right to "specific education" provided by the government and focused on respecting aspects of culture and language, and also the particular teaching and learning process of the natives. The demand of these peoples for education has become instrumental in the conquest of their status as citizens, and of a leading role in the discussion and protection of their rights. As a consequence, young Brazilian natives are now attending universities - and they have their community's? consent. On the other hand, in the beginning of the 21st century there have been initiatives fostered by certain social branches - public universities among them - in order to establish affirmative actions meant to grant higher education to social groups that have been admittedly wronged throughout History. Under these circumstances, in 2005 the Federal University of Paraná (UFPR) was one of the first institutions to promote a specific admission process for students from indigenous peoples. This measure placed the university as part of the first social policy designed for indigenous peoples ever fostered in Brazil. It was developed by the government of the state of Paraná, which had established the Entrance Examination for the Native Tribes of Paraná back in 2001. Such initiatives solidified federal policies focused on other socially vulnerable groups, aiming to spare about 50% of the vacancies on public universities for students belonging to said groups: it?s the Quota Law (2012). Now, young native Brazilians have the unprecedented opportunity to be the first ones in their families to attend a public university. On the other hand, universities have the chance of knowing a new kind of student compared to those who have attended the institutions for the past decades. This dissertation on Psychology aims to analyze the implications of school education (both elementary and higher) on the subjectivation process of the indigenous students at UFPR. This account follows the educational paths of six graduating and graduated students attending regular courses. It presents data on all 64 indigenous students who entered the institution from 2005 - through the first specific entrance examination - to 2012. The dissertation also analyzes the significance produced in order to comprehend the subjectivity configuration process of these natives among the conflicts between their own expectations and those of their families, their communities and of the university itself. It comprises of bibliographic and documentary research, along with a series of interviews with six students, as well as directors at UFPR. It also verifies a significant effort to overcome the academic routine, the cultural shock of living in a large city and the resultant limitations of precarious elementary education. The study also points out that concepts like collectivity, mobility, restriction, duality, education and a connection to indigenous causes produce subjective significance responsible for academic success - along with the experience of affective bonds with the university.pt_BR
dc.format.extent171f. : il. [algumas color.], grafs., maps., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectDissertações - Psicologiapt_BR
dc.subjectEstudantes universitariospt_BR
dc.subjectÍndios - Educaçãopt_BR
dc.subjectProgramas de ação afirmativapt_BR
dc.subjectSubjetividadept_BR
dc.subjectPsicologiapt_BR
dc.titleA educação escolar no processo de subjetivação de universitários indígenas da UFPRpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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