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dc.contributor.authorPereira, Samara Flores Carvalhopt_BR
dc.contributor.otherBridi, Maria Aparecida, 1964-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Humanas, Letras e Artes. Programa de Pos-Graduaçao em Sociologiapt_BR
dc.date.accessioned2013-07-17T22:11:37Z
dc.date.available2013-07-17T22:11:37Z
dc.date.issued2013-07-17
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/31212
dc.description.abstractResumo: Sabe-se que as transformações que ocorreram no mundo do trabalho, a partir dos anos 1970, resultaram na flexibilização produtiva, onde as empresas buscaram reorganizar a produção promovendo a redução da mão-de-obra, gerando a externalização de grande parte das atividades. Com vistas ao enxugamento e racionalização da mão-de-obra, características de uma nova fase do capitalismo onde imperam os sistemas de produção flexível, as empresas adotam diversas estratégias que visam aumentar a lucratividade. Dentre estas estratégias encontramos a flexibilização dos contratos de trabalho, que assumem novas roupagens como a Pessoa Jurídica, sócio-minoritário, cooperativismo, trainee e estágio, dentre outros. Tendo como pano de fundo tais estratégias, orientamo-nos a pesquisar o setor de software de Curitiba, cujo objeto de pesquisa é o grupo de trabalhadores que estabeleceram vínculo contratual de Pessoa Jurídica, que presta serviço a uma única empresa por tempo indeterminado, mascarando assim a relação de emprego. Trata-se de vínculo de trabalho flexível, onde o trabalhador não tem acesso aos direitos trabalhistas e previdenciários, porém encontra formalização na legislação do Microempreendedor Individual (MEI) ou na Microempresa Simples. Diante disso, esta pesquisa visa analisar as condições de trabalho que estes profissionais estão submetidos em perspectiva comparada à relação de trabalho celetista. Para compreensão sistêmica, a pesquisa empírica conta com entrevistas semiestruturadas com os trabalhadores Pessoa Jurídica e depoimentos com outros atores sociais envolvidos, tais como, representante do sindicato, de empresário do setor e responsável pela área de Recursos Humanos de uma empresa de desenvolvimento de Software. Além das entrevistas e depoimentos, também fazem parte desta pesquisa um questionário online respondido por profissionais com vínculo contratual de Pessoa Jurídica, e também a análise documental de contratos de trabalho fornecidos por entrevistados. Este estudo aponta para a instabilidade e flexibilidade nas condições de trabalho do trabalhador Pessoa Jurídica, característica da Sociedade de Risco, a qual tem como atributo a mobilidade e o risco constante para os trabalhadores. Esta característica acarreta consequências na vida pessoal do trabalhador na esfera social, econômica, no lazer e na saúde. Assim, a definição pela modalidade contratual flexível parte principalmente da dinâmica do mercado de trabalho e do segmento, visto que é uma forma encontrada pelas empresas para contornar a carga tributária trabalhista e se manterem competitivas no mercado.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectDissertaçõespt_BR
dc.titleA condição do "trabalhador-empresa"pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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