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dc.contributor.advisorFaria, Jose Henrique de, 1950-pt_BR
dc.contributor.authorKremer, Antoniopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Sociais Aplicadaspt_BR
dc.date.accessioned2013-06-17T14:11:34Z
dc.date.available2013-06-17T14:11:34Z
dc.date.issued2013-06-17
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/30509
dc.description.abstractResumo: Esta dissertação tem por objetivo analisar as relações existentes entre o processo de reestruturação produtiva e o processo de precarização do trabalho. Para empreender tal propósito são privilegiadas as seguintes dimensões de análise: (i) desemprego; (ii) vínculos empregatícios; (iii) preço da força de trabalho; (iv) qualidade dos postos de trabalho. As relações entre o processo de reestruturação produtiva e tais dimensões de análise do processo de precarização do trabalho são analisadas a partir de um conjunto variado de fontes de informação (estudo de caso, survey, dados secundários coletados em órgãos do governo federal, institutos de pesquisa, entidades de classe, imprensa e trabalhos acadêmicos) de forma a possibilitar diversos níveis de análise (espaço fabril, mercado de trabalho regional, estadual e nacional). Os resultados indicam que a base técnica característica do regime de acumulação flexível é poupadora de mão-de-obra, levando ao aumento do desemprego estrutural e, por extensão, do excedente de mãode- obra. Os vínculos empregatícios formais tornam-se mais tênues devido a utilização da rotatividade como forma de disciplinamento da mão-de-obra e controle da massa salarial. Contribui para a fragilização dos vínculos formais a emergência de novas modalidades de contrato de trabalho, como o trabalho em tempo parcial e o trabalho temporário. Paralelamente, o excedente de mão-de-obra e a intensificação da terceirização de fases do processo produtivo conduzem um contingente cada vez maior de trabalhadores para a informalidade, onde a fragilidade dos vínculos entre os trabalhadores e os contratantes é extrema. O preço da força de trabalho vem caindo no decorrer da última década, fruto da rotatividade da mão-de-obra, da implementação da livre negociação e desindexação dos salários a indicadores de inflação, da expansão das terceirizações e do trabalho informal. No que se refere a qualidade dos postos de trabalho, a nova base técnica promove a intensificação do trabalho nos espaços fabris, mediante a redução dos ciclos de operação, redução dos tempos mortos, operação simultânea de um conjunto de máquinas, entre outros. Por outro lado, a utilização da força de trabalho além da jornada normal vem se tornando uma prática comum e é facilitada pela regulamentação do banco de horas promovida pelo governo federal. A intensificação do trabalho e a extensão da jornada configuram uma dupla exploração no padrão de uso da força de trabalho, levando ao aumento do risco de o trabalhador desenvolver doenças ocupacionais relacionadas as LER e DORT. Resulta de todo este processo profundas transformações no mundo do trabalho, fazendo com que o trabalho informal, onde a precarização do trabalho atinge seu ponto mais extremo, absorva parcelas cada vez maiores de trabalhadores, assim como, o trabalho formal, venha a se tornar cada vez mais instável, mal remunerado, intenso e inseguro. Palavras chaves: Reestruturação Produtiva, Precarização do Trabalho.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectTrabalhopt_BR
dc.subjectProdutividade do trabalhopt_BR
dc.subjectIndustria textilpt_BR
dc.subjectEconomia do trabalhopt_BR
dc.titleReestruturaçao produtiva e precarizaçao do trabalhopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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