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dc.contributor.advisorBrenner, Sergiopt_BR
dc.contributor.authorMendonça, Celio Teixeirapt_BR
dc.contributor.otherCosta, Iseu Affonso dapt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Clínica Cirúrgicapt_BR
dc.date.accessioned2019-03-07T13:18:54Z
dc.date.available2019-03-07T13:18:54Z
dc.date.issued1999pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/29916
dc.descriptionOrientador: Sergio Brennerpt_BR
dc.descriptionCo-orientador: Iseu de Santo Elias Affonso da Costapt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paranápt_BR
dc.description.abstractResumo: A paraplegia continua a ser a mais devastadora complicação após o tratamento cirúrgico de aneurismas da aorta torácica e toracoabdominal. Como a incidência dessa complicação pode variar de 6,5% a 40%, há um grande interesse em se desenvolverem métodos experimentais clinicamente relevantes para a proteção da medula espinhal nessa circunstância. Entretanto, até recentemente, os esforços para se evitar a lesão isquêmica que pode acometer a medula espinhal durante o clampeamento da aorta torácica (CAT) têm sido prejudicados pela falta de uma técnica eficaz para a monitorização direta da microcirculação da medula espinhal intraoperatoriamente, ou seja, um método capaz de medir o fluxo sangüíneo capilar da medula espinhal (FSME). Este estudo teve como objetivos: a) utilizar a fluxometria com tecnologia Laser-Doppler (FLD) na medição do FSME; b) investigar os efeitos do CAT e da drenagem do líquido cérebro-espinhal (LCE) na microcirculação da medula espinhal em modelo de paraplegia canina; c) determinar se a drenagem do LCE poderia aumentar o FSME e a pressão de perfusão arterial da medula espinhal (PPME), prevenindo a ocorrência de paraplegia após o CAT durante 60 minutos, e d) correlacionar o FSME e a PPME ao estado neurológico dos animais e ao grau de injúria histológica de suas medulas espinhais. Os animais do Grupo I (n= 8) foram submetidos a uma toracotomia lateral esquerda com CAT 1 centímetro distai à origem da artéria subclávia esquerda durante 60 minutos, e os animais do Grupo II (n= 8) foram submetidos a uma toracotomia lateral esquerda + drenagem do LCE seguida de CAT 1 centímetro distai à origem da artéria subclávia esquerda durante 60 minutos. Todos os animais do Grupo I mostraram evidência de injúria à medula espinhal com paraplegia (100%). Em contraste, sete animais do Grupo II permaneceram neurologicamente normais (87,5%), e um apresentou paresia (12,5%) (p= 0,0003). A drenagem do LCE realizada antes do CAT diminuiu a pressão do líquido cérebro-espinhal (PLCE) e aumentou a PPME de 12,84 ± 1,47 mmHg nos cães do Grupo I para 31 ± 1,28 mmHg nos cães do Grupo II (p< 0,001). O CAT causou diminuição de 81,15% e de 44,5% no FSME dos animais dos Grupos I e II, respectivamente (dos 20 minutos pré-clampeio aos 60 minutos após o CAT). A drenagem do LCE realizada antes do CAT também aumentou o FSME durante o CAT de 6,04 ± 0,80 ml/min/l00g nos animais do Grupo I para 19,35 ± 0,85 ml/min/l00g nos animais do Grupo II (p< 0,0001); o FSME médio dos sete cães neurologicamente normais do Grupo II era de 20,09 ± 0,49 ml/min/l 00g. Aos 5 e 10 minutos após o desclampeamento aórtico, observou-se um hiperfluxo de reperfúsão na medula espinhal dos animais do Grupo I, fato este que foi significativamente reduzido pela drenagem do LCE nos animais do Grupo II. A microscopia óptica da medula espinhal dos animais do Grupo I mostrou infarto caracterizado por degeneração da substância cinzenta, hemorragia e morte dos neurônios motores do como anterior da medula espinhal. Nos animais do Grupo II, a microscopia óptica mostrou que os neurônios motores localizados no como anterior da medula espinhal tinham aspecto normal; no único animal do Grupo II que apresentou paresia, havia lesão neuronal de menor extensão quando comparada à dos animais que ficaram paraplégicos. Este estudo demonstrou que: a) a FLD foi capaz de monitorizar a microcirculação da medula espinhal (medir o FSME) neste modelo canino de paraplegia; b) o FSME diminuiu significativamente durante o CAT; c) a drenagem do LCE realizada nos cães do Grupo II foi eficaz na prevenção da paraplegia após o CAT, e seu efeito protetor foi devido à redução na PLCE, com o conseqüente aumento no FSME e na PPME durante o CAT; a drenagem do LCE ainda diminuiu significativamente o hiperfluxo de reperfúsão após o desclampeamento da aorta torácica, e d) um FSME médio maior que 20 ml/min/100g e uma PPME média maior que 30 mmHg (durante o CAT) foram necessários para a manutenção da viabilidade dos neurônios do corno anterior da medula espinhal utilizando o modelo canino em questão e durante os intervalos de tempo analisados neste estudo.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Paraplegia occurs in 6,5% to 40% of patients after the repair of extensive thoracoabdominal aortic aneurysms requiring aortic clamping. Therefore, there is a lot of interest in the development of clinically relevant methods to protect the spinal cord in this setting. However, until recently, no technique has been available for the direct measurement of spinal cord microcirculation (no method could measure the spinal cord blood flow intraoperatively). The goals of this study were: a) to use the Laser-Doppler technique for measurement of the spinal cord blood flow (SCBF); b) to investigate the effects of thoracic aorta cross-clamping (TACC) and cerebrospinal fluid drainage (CSFD) on the microcirculation of the spinal cord in our canine model of paraplegia; c) to determine if CSFD could increase SCBF and spinal cord perfusion pressure (SCPP), and therefore decrease the incidence of paraplegia after 60 minutes of TACC, and d) to study the correlation between the SCBF and the SCPP, the neurologic status of the animals and the degree of histologic injury to their spinal cords. Group I animals (n= 8) had a left thoracotomy with TACC 1 centimeter distal to the origin of the left subclavian artery during 60 minutes, and Group II animals (n= 8) had a left thoracotomy + CSFD before the aortic clamping + TACC 1 centimeter distal to the origin of the left subclavian artery during 60 minutes. All Group I animals showed evidence of spinal cord injury with paraplegia (100 %). In contrast, seven animals in Group II remained neurologically normal (87,5%), and one had paraparesis (12,5%) (p= 0,0003). CSFD before TACC decreased the cerebrospinal fluid pressure (CSFP) and increased SCPP from 12,84 ± 1,47 mmHg in Group I animals to 31 ± 1,28 mmHg in Group II animals (p< 0,001). TACC decreased SCBF in 81,15% and 44,5% . in Groups I and D animals, respectively (from 20 minutes pre-TACC to 60 minutes after TACC). CSFD before TACC also increased SCBF during TACC from 6,04 ± 0,80 ml/min/lOOg in Group I animals to 19,35 ± 0,85 ml/min/lOOg in Group II animals (p< 0,0001); the average SCBF in the seven neurologically normal dogs in Group II was 20,09 ± 0,49 ml/min/lOOg. At 5 and 10 minutes following release of the aortic cross-clamp, a hyperaemic response of the SCBF was observed in Group I animals, but this was significantly reduced by CSFD in Group II animals. The histology of the spinal cords in Group I animals showed degeneration of the gray matter, hemorrhage, and anterior horn motor neuron death. In Group II animals, the histology of the spinal cords displayed normal-appearing anterior horn motor neurons without evidence of injury from ischemia; the spinal cord histology in the only Group II animal that had paraparesis showed a less extensive damage to the anterior horn when compared to the spinal cord of the paraplegic dogs. This study showed that: a) the microcirculation of the spinal cord (SCBF) could be measured by the Laser-Doppler technique in our canine model of paraplegia; b) SCBF decreased significantly during TACC; c) CSFD in Group II animals prevented paraplegia after 60 minutes of TACC; this protective effect was due to the reduction in the CSFP that caused an increase in SCBF and SCPP during TACC; CSFD also decreased the hyperaemic response of the SCBF following release of the aortic cross-clamp, and d) a SCBF > 20 ml/min/lOOg and a SCPP > 30 mmHg (during TACC) were necessary to maintain the viability of the anterior horn motor neurons of the spinal cord in this canine model and during the time intervals of this study.pt_BR
dc.format.extent99f. : il.color. ; 30cm.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectOclusões arteriaispt_BR
dc.subjectAneurisma da aortapt_BR
dc.subjectNeurologiapt_BR
dc.titleEfeitos da oclusão da aorta torácica e da drenagem do liquido cerebro-espinhal no fluxo sanguineo capilar e na pressão de perfusão arterial da medula espinhal, no estado neurológico e no grau de injúria histológica em cãespt_BR
dc.typeTesept_BR


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