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dc.contributor.authorScussiato, Louise Aracemapt_BR
dc.contributor.otherSarquis, Leila Maria Mansanopt_BR
dc.contributor.otherKirchhof, Ana Lúcia Cardosopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagempt_BR
dc.date.accessioned2013-03-13T18:51:40Z
dc.date.available2013-03-13T18:51:40Z
dc.date.issued2013-03-13
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/29743
dc.description.abstractResumo: Os acidentes de trabalho graves, entendidos como aqueles que ocasionam lesões graves podem causar incapacidade física ou funcional, parcial, temporária ou permanente ou mesmo levar a morte, sendo considerado um problema de saúde pública no Brasil. Este estudo objetivou caracterizar os acidentes de trabalho graves ocorridos no Estado do Paraná entre 2007 e 2010; e caracterizar o perfil dos trabalhadores acidentados, segundo os ramos de atividade. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, do tipo transversal e retrospectivo, que utilizou como área de abrangência o Estado do Paraná, sul do Brasil. A fonte de dados foi o Sistema de Informação de Agravos de Notificação e a coleta dos dados secundários ocorreu em setembro de 2011. Os critérios de inclusão foram os registros referentes aos acidentes de trabalho graves notificados de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2010; entre trabalhadores com idade de 16 a 65 anos. Foram selecionadas 24 variáveis, sendo nove relacionadas ao trabalhador e 15 aos acidentes de trabalho graves. A análise dos dados seguiu a estatística descritiva. Os resultados mostraram que de 2007 a 2010 houve 4.354 notificações e com um aumento no número dos registros conforme a progressão dos anos. Com relação ao perfil dos trabalhadores, 88,36% eram do sexo masculino, com predominância da raça branca (69,66%), 21,52% com escolaridade de ensino médio completo e 17,16% com idade entre 26 e 30 anos. As ocupações mais acometidas foram entre os trabalhadores da indústria extrativa e da construção civil (13,85%), da produção de bens e de serviços industriais (13,37%) e de trabalhadores dos serviços às pessoas, serviços de proteção e segurança, venda de mercadorias em comércio e mercados (11,97%). Sobre a situação de trabalho, 70,88% tinham carteira assinada, entretanto, foram emitidas a CAT somente em 59,26% dos casos. Em relação aos acidentes, 58,45% ocorreram nas instalações do contratante, no período diurno, com predominância entre 9 e 10 horas da manhã. Destes, 73,95% foram típicos e 21,54% de trajeto, e quase a totalidade (94,64%) destes trabalhadores precisaram de atendimento médico. Os acidentes foram causados principalmente por causas externas de traumatismos acidentais (53,10%) e por acidentes (24,58%). As partes do corpo mais atingidas foram respectivamente as mãos (37,16%), os membros superiores (19,2%), os membros inferiores (19,13%) e a cabeça (14,3%), e a lesão mais encontrada foi a lesão por traumatismos da cabeça (68,88%). Sobre a evolução dos casos, 56,38% dos trabalhadores ficaram com incapacidade temporária e 9,74% foram a óbito devido ao acidente. Conclui-se que os acidentes de trabalho graves ocasionam prejuízos sociais, econômicos, danos mentais e emocionais para os trabalhadores, aos seus familiares e dependentes. Para a Saúde Pública implica em gastos com emergência, assistência e reabilitação; para a economia do país perdem-se trabalhadores em idade produtiva. Considera-se o SINAN um importante banco de dados para realizar estudos e esta pesquisa pode redirecionar ações para a melhoria e capacitação aos profissionais que alimentam este sistema e que sejam intensificadas tais ações a partir deste estudo.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.subjectAcidentes de trabalhopt_BR
dc.subjectSaúde do trabalhadorpt_BR
dc.subjectEnfermagempt_BR
dc.titleCaracterização dos acidentes de trabalho graves no Estado do Paranápt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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