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dc.contributor.authorNishida, Gustavopt_BR
dc.contributor.otherSilva, Adelaide Hercília Pescatori, 1971-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.date.accessioned2019-09-16T12:29:19Z
dc.date.available2019-09-16T12:29:19Z
dc.date.issued2012pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/29585
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Adelaide H. P. Silvapt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 27/11/2012pt_BR
dc.descriptionBibliografia: fls. 199-07pt_BR
dc.description.abstractResumo: O objetivo geral deste trabalho e refletir sobre tres diferentes maneiras de se conceber os primitivos adotados pelas teorias de perceptuais da fala. No capitulo 1 nos deteremos a apresentar que a percepcao da fala pode ser considerada como sendo de base auditiva ou de base articulatoria. Na primeira, argumenta-se a favor da existencia de invariantes acusticos que promoveriam a categorizacao de unidades fonicas distintivas no sinal da fala. Na segunda, apresenta-se o gesto como primitivo perceptual, podendo ser abstrato (tal como sugere a Teoria Motora da Percepcao da Fala - Liberman & Mattingly, 1985) ou real (Fowler, 1986 e seguintes). Como objetivo especifico, tracamos (no Capitulo 2) um breve percurso da constituicao das teorias de percepcao da fala. Nesse percurso historico, vinculamos a proposicao de primitivos perceptuais (tanto de base acustica quanto articulatoria) com o advento de teorias fonologicas que adotavam novos primitivos de analise. Isto e, trata-se de verificar que a adocao de novos primitivos perceptuais esta vinculada aos cortes epistemologicos sugeridos pelas teorias fonologicas. Para exemplificar a nossa proposta, discutiremos (no Capitulo 3) o "debate" publicado em 1996 entre Carol Fowler e John Ohala sobre a natureza ou acustica ou articulatoria da percepcao da fala. O interesse sobre esse debate e que ele nao se desenvolve, pois ha apenas um texto de cada um dos participantes. Argumentamos que a "morte" da discussao indica que as teorias de percepcao se assentam sobre terrenos epistemologicos distintos que impossibilitam o fechamento do debate. Interessar-se pela natureza dos primitivos da percepcao da fala (debatido por Fowler e Ohala) e importante porque ate o Estruturalismo nao se questionava qual era a sua natureza. Para os estruturalistas, a percepcao era reduzida a audicao, i.e., considerava apenas os dados que se ouvia como distintivo em um corpus. Ao que parece, o problema surge por acaso quando Liberman e colegas (cf. Liberman, 1957) tentavam encontrar o que havia de distintivo entre as categorias fonemicas. Para isso, buscavam (com a ajuda do Pattern Playback: um aparelho que convertia espectrogramas desenhados a mao em som) quais eram as pistas acusticas que diferenciavam um [p] de um [d], por exemplo. No entanto, os resultados nao apresentavam uma relacao biunivoca entre o acustico e o articulatorio, sugerindo que a articulacao guiava a percepcao; pois o que haveria de invariante na fala era a articulacao, uma vez que o sinal acustico apresentava diferencas dentro de uma mesma categoria devido a influencia das vogais. Nossa pesquisa mostrou que os primitivos perceptuais seguem as propostas de primitivos de analise das teorias fonologicas, a saber: no Estruturalismo, nao havia uma teoria de percepcao. No entanto, as pesquisas iniciais tentavam buscar os invariantes perceptuais acusticos influenciadas pela Fonologia Estruturalista de Jakobson, Fant & Halle (1952); no periodo gerativista, a Teoria Motora da Percepcao da Fala (Liberman & Mattingly, 1985) propoe primitivos de base articulatoria abstratos. Esse modelo ganha a sua versao revisada (e mais robusta) a partir da proposta de Chomsky & Halle (1968), dos achados referentes ao Efeito McGurk (McDonald & McGurk, 1976) e da teoria modular da mente de Fodor (1983); por fim, ha a proposicao da Teoria do Realismo Direto da Percepcao da Fala (Fowler, 1986, e seguintes) influenciada pela teoria de percepcao de Gibson (1966). Essa abordagem converge para as teorias de fonologia de base dinamica que tomam o gesto articulatorio como primitivo de analise tanto de producao como de percepcao (Goldstein & Fowler, 2003). O debate entre Ohala e Fowler ilustra que nao ha consenso entre os pesquisadores sobre a natureza da percepcao da fala. A nossa proposta e a de que esse fato existe porque cada um dos debatedores se situa em um terreno epistemologico que, por sua vez, considera fenomenos distintos como relevantes para sustentar cada uma de suas propostas teoricas, a saber: enquanto Ohala sustenta seus argumentos com base em evidencias fonologicas de natureza acustica, Fowler salienta os aspectos articulatorios presentes na percepcao e producao da fala.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: The major goal of this thesis is to consider three different ways to postulate the nature of speech perception. On Chapter 1, we present that speech perception can be based on acoustic or articulatory properties. Acoustic-based account claims the existence of acoustic invariants properties that make the categorization of distinctive unites of speech signal able. Articulatory-based account takes the articulatory gesture as a perceptual unit. The perceptual unit can be abstract (cf. Motor Theory of Speech Perception - Liberman & Mattingly, 1985) or real (cf. Direct-Realistic Theory of Speech Perception - Fowler, 1986 and following). The specific goal (Chapter 2) is to briefly narrate the way speech perception theories develop. In this historical course, we link the postulation of perceptual primitives (both of acoustic and articulatory basis) to the new phonological primitives. Namely, we will try to verify if the new perceptual primitives adoption is linked to the epistemological choices proposed by phonological theories. In order to exemplify our proposal, we present (Chapter 3) a debate occurred in 1996 between Carol Fowler and John Ohala about the speech perception basis. The main interest on this debate is that it is not developed. Once that it counts with one text published by each of the participants, we argue that the "death" of discussion indicates that speech perception theories build their postulates over different epistemological fields. This characteristic makes the closure of the debate impossible. We are concerned about the speech perception basis debated by Fowler and Ohala because it was not until the Structuralism theory that this question was discussed. To the structuralists, speech perception was the same as audition, in other words, researchers only considered data which was distinctive in a speech corpus. Apparently, the problem emerges when Liberman and colleagues (cf. Liberman, 1957) try to find what make the phonemic categories differentiate from each other. Therefore, they have searched for the responsible acoustic clues which distinguish a [p] sound from a [d] one with the Pattern Playback (an instrument that converts a hand-made spectrogram into sound). However, the results show that there is not a direct connection between the acoustics stimulus and the articulation used to produce that sound. This suggests that the articulation guides perception. In this proposal, the invariant features are articulatory, because the acoustic signal has differences within phonemic categories due to the vocalic context. Our research shows that the perceptual primitives follow the primitives proposed by the phonological theories, namely: there is no speech perception theory in the Structuralism. However, influenced by the Jakobson, Fant & Halle's Distinctive Features Theory (1952), the first researches try to find the acoustic perceptual invariants; the Motor Theory of Speech Perception (Liberman & Mattingly, 1985) is developed under the Generative framework. This model proposes that the perceptual units are abstract articulations. Influenced by the Generative Phonology (Chomsky & Halle, 1968), the findings of the McGurk Effect (McDonald & McGurk, 1976) and Fodor's Modularity of Mind (1983), the Motor Theory proposes that the perceptual unit is an intended gesture; lastly, there is the Direct-Realistic Theory of Speech Perception proposal (Fowler, 1986 and following). This theory is completely influenced by the evolutionist framework of Gibson (1966). It converges to the coming frameworks that takes phonology as a dynamic discipline and which assume the articulatory gesture as a primitive that serves both speech production and perception (Goldstein & Fowler, 2003). The debate between Ohala and Fowler (1996) illustrates that there is no consensus about the speech perception basis among researchers. Our proposal is that lack of consensus among researchers exists because each one of the debaters is allocated in an epistemological field that considers different facts as relevant to support their own theoretical proposal, namely: Ohala supports his arguments on acoustic-based phonological evidences and Fowler underlines the articulatory characteristics that integrate speech production and perception. These are the issues discussed in this thesis.pt_BR
dc.format.extent207f. : il., grafs., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectTeses - Letraspt_BR
dc.subjectFalapt_BR
dc.subjectAudiçãopt_BR
dc.subjectFoneticapt_BR
dc.subjectLetraspt_BR
dc.titleSobre teorias de percepção da falapt_BR
dc.typeTesept_BR


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