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dc.contributor.authorNunes, Ricardo João Sonoda, 1978-pt_BR
dc.contributor.otherMarchi Junior, Wanderley, 1964-pt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologiapt_BR
dc.date.accessioned2019-11-26T14:42:45Z
dc.date.available2019-11-26T14:42:45Z
dc.date.issued2012pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/29285
dc.descriptionOrientador: Prof. Dr. Wanderley Marchi Jr.pt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Defesa: Curitiba, 28/09/2012pt_BR
dc.descriptionBibliografia: fls. 410-440pt_BR
dc.description.abstractResumo: Desde o final do século XIX o esporte contemporâneo vem se modificando e assumindo uma lógica que, entre outros aspectos, aponta para as estratégias de comercialização e espetacularização. Entre os seus principais disseminadores está o Comitê Olímpico Internacional (COI), não somente pelos Jogos, mas por toda a relação associativa que envolve o movimento olímpico. A problematização que norteou nosso interesse de pesquisa construiu-se a partir do momento em que identificamos a presença dessa lógica também no esporte amador, a partir das relações estabelecidas entre o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Confédération Sportive Internationale du Travail (CSIT) entre 1996 e 2011. Como hipótese, acreditamos que tais relações orientaram-se por essa lógica do esporte moderno, fortalecida com a entrada do SESI no campo, de forma que com o passar dos anos o habitus presente na sua estrutura, incorporado em seus agentes, passou a ser predominante, alterou a lógica de funcionamento do campo e motivou as outras instituições filiadas à CSIT a aderirem ao modelo ou afastarem-se da gestão. Nesse processo, tanto o SESI como a CSIT distanciaram-se dos seus conceitos vigentes relacionados às características do esporte amador e estruturados pelo "Sport for All" e passaram a reproduzir as estratégias de mercantilização e espetacularização do esporte profissional. Os objetivos da pesquisa foram analisar como a relação entre o SESI e a CSIT foi orientada por essa lógica do esporte moderno; identificar a concepção de esporte que essas instituições adotam e desenvolvem; verificar a influência dessa relação nas diretrizes e atividades do SESI e da CSIT; descrever o surgimento do Worker Sport Movement; apresentar o conceito "Sport for All"; apresentar o processo de desenvolvimento industrial brasileiro e os desdobramentos das ações de esporte e lazer nesse contexto; e descrever a história das instituições envolvidas (SESI e CSIT). Como referencial teórico metodológico de análise, utilizamos os constructos da Sociologia Reflexiva de Pierre Bourdieu para fazer a leitura do subcampo do esporte para trabalhadores, identificando suas estruturas e agentes, e então analisar as suas relações. Na sequência , realizamos uma aproximação destes com a Sociologia Compreensiva de Max Weber especificamente a partir dos conceitos de "sentido" da ação social e da relação social associativa, nos termos weberianos, apontando indícios de dominação e burocracia. Diante dos documentos históricos e entrevistas analisadas concluímos que as relações entre o SESI e a CSIT, entre 1996 e 2011, orientaram-se pela lógica do esporte moderno, pautada pelo modelo associativo olímpico e contemplando a reprodução das estratégias de espetacularização (aspirando a mercantilização também) do esporte profissional, incidindo, dessa forma, no distanciamento dos seus conceitos vigentes, relacionados às características do esporte amador e estruturados pelo "Sport for All". Contudo, dada a presença de outras Uniões no subcampo do esporte para trabalhadores e o próprio vínculo do SESI com o campo industrial, concluímos que os conceitos vigentes também se mantém presentes, mesmo que distanciados. Ou seja, novamente referindo-se à Weber e Bourdieu, trata-se, respectivamente, de uma relação social que é orientada por duas ordens vigentes, igualmente legítimas, com uma fluidez que tende mais à uma ou à outra, conforme as disputas no interior do campo.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Since the late nineteenth century the contemporary sport is changing and assuming a logic that, among other things, points to strategies of commercialization and spectacularization. Among its main disseminators is the International Olympic Committee (IOC), not only for games, but for the entire associative relationship that involves the Olympic movement. The problematization that guided our research interest has built up from the moment in which we identified the presence of that logic also in amateur sport, from the relationship between the Social Service of Industry (SESI) and the Confédération Sportive Internationale du Travail (CSIT) between 1996 and 2011. As a hypothesis, we believe that such relations were guided by this logic of modern sport, strengthened with the entry of SESI in the field, so that over the years the habitus in its present structure, built in their agents, became predominant changed the operating logic of the field and led the other institutions affiliated with CSIT to adhere to the model or move away from management. In this case both the SESI as CSIT distanced themselves from their current concepts related to the characteristics of amateur sport and structured by the "Sport for All" and started to play the strategies of commercialization and spectacularization of professional sports. The research objectives were to analyze how the relationship between SESI and CSIT was guided by the logic of modern sport; to identify conceptions of sport that these institutions adopt and develop and to verify the influence of this relationship on the guidelines and activities of SESI and CSIT; to describe the emergence of Worker Sport Movement; to present the concept of "Sport for All"; to present the process of Brazilian industrial development and the unfolding of sports and leisure activities in this context, and to describe the history of the institutions involved (SESI and CSIT). As a theoretical framework of analysis, we used the constructs of Reflexive Sociology of Pierre Bourdieu to read the subfield of sport for workers, identifying their structures and agents, and then analyze their relationships. In the sequence, we perform an approximation of these with the Comprehensive Sociology of Max Weber specifically the concepts of "sense" of social action and social associational relationship, in Weberian terms, noting signs of domination and bureaucracy. Given the historical documents and the analyzed interviews we conclude the relationships between SESI and CSIT, between 1996 and 2011, were guided by the logic of modern sport, guided by Olympic associative model and contemplating reproduction of spectacularization strategies (also aspiring to commercialization) of professional sports, focusing thereby on the distance of their current concepts related to the characteristics of amateur sport and structured by the "Sport for All". However, given the presence of other unions in the subfield of sport to workers and the link itself SESI has with the industrial field, we conclude that the current concepts also remains present, even if distant. That is, again referring to Weber and Bourdieu, it is, respectively, a social relationship that is guided by two orders force, as legitimate, with a flow which tends to one or the other, accordingly the disputes inside field.pt_BR
dc.format.extent3 v. : il. [algumas color.]; grafs., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectBourdieu, Pierre, 1930-2002 - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectWeber, Max, 1864-1920 - Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectTeses - Sociologiapt_BR
dc.subjectEsportes - Aspectos sociaispt_BR
dc.subjectSociologiapt_BR
dc.title"Sport for all" : as relações entre SESI e CSIT no campo esportivo (1996-2011)pt_BR
dc.typeTesept_BR


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