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dc.contributor.advisorBudel, Vinicius Milani, 1956-pt_BR
dc.contributor.authorSchunemann Júnior, Eduardopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúdept_BR
dc.date.accessioned2020-03-10T20:14:45Z
dc.date.available2020-03-10T20:14:45Z
dc.date.issued2000pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/28985
dc.descriptionOrientador: Vinicius Milani Budelpt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Sáudept_BR
dc.description.abstractResumo: O câncer de colo uterino é a segunda neoplasia maligna mais freqüente na mulher, no mundo. Nos países em desenvolvimento, 60% dos casos são diagnosticados em fase avançada. O tratamento preconizado para esses casos é a radioterapia, porém os resultados são insatisfatórios. O propósito deste estudo foi o de avaliar o papel da quimioterapia neoadjuvante em câncer localmente avançado de colo de útero. A aceitabilidae, a tolerabilidade, a toxicidade, a taxa de complicações cirúrgicas, a taxa de resposta, bem como a taxa de operabilidade e sobrevida global em 5 anos foram analisadas em 60 mulheres, portadoras de câncer de colo uterino localmente avançado (IIB e IIIB), submetidas a quimioterapia neoadjuvante. Todas as pacientes receberam um esquema de quimioterapia composto de três drogas: Doxorubicina-Bleomicina-Cisplatina. Do total das pacientes avaliadas, 65% que apresentaram regressão tumoral importante, foram submetidas à cirurgia de Wertheim Meigs e, após foram encaminhadas para complementação do tratamento com radioterapia pélvica. Aquelas, 35% pósesquema de quimioterapia, em que a cirurgia não foi possível, foram submetidas ao tratamento radioterápico completo. A pesquisa foi realizada no Ambulatório de Onco-ginecologia do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, Estado do Paraná, durante o período compreendido entre 1987 e 1995, com seguimento médio de 108 meses. A aceitabilidade e a tolerabilidade ao método foram boas e apenas 3,3% das pacientes recusaram a continuidade do tratamento quimioterápico, por não tolerarem as reações advindas do mesmo. As maiores incidências de toxicidade, causadas pelo tratamento, foram a alopécia, em 100% dos casos e náuseas e vômitos em 54%. A toxicidade da quimioterapia não apresentou significado clínico importante, razão pela qual nenhuma das 52 pacientes avaliáveis necessitou interrupção ou modificação da dose de quimioterapia previamente planejada. A maior complicação cirúrgica foi a disfunção vesical, embora tenha sido reversível em todos os 29% dos casos em que ocorreu. A taxa de resposta global à quimioterapia neoadjuvante foi de 80%, sendo no estádio IIB, 100% e, no estádio IIIB, 60%. Operadas, pós-quimioterapia, foram 65%, taxa elevada, em se considerando que todas eram inoperáveis antes da quimioterapia. A sobrevida global em 5 anos para todo o grupo foi 62%. Entretanto, ao se analisar o grupo das que foram operadas (34), a sobrevida global foi de 82,14%, independentemente se o seu estádio inicial era IIB ou IIIB. No grupo das que não foram operadas (18) e receberam tratamento radioterápico completo pós-quimioterapia, a sobrevida em 5 anos foi de apenas 16,67%. Esses resultados mostram que a quimioterapia neoadjuvante não só tornou possível operar 2/3 dos casos considerados inoperáveis como também aumentou a sobrevida destas pacientes, portadoras de câncer de colo uterino localmente avançado.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: Cervix cancer is the second most common malignant neoplasia in the world. In developing countries, 60% of the cases have been diagnosed in advanced stage and the standard treatment is radiotherapy. Unfortunately, in these stages the results are usually poor. The purpose of this study was to evaluate neoadjuvant chemotherapy in local advanced cervical cancer. The acceptability, tolerability, toxicity, surgical complications, operability, response rate to neoadjuvant chemotherapy, and the overall survival in 5 years have been analyzed in 60 women with local advanced cervical cancer (stages MB and IIIB), who were submitted to neoadjuvant chemotherapy. All the patients were treated with a three-drug scheme: Doxorobicyn- Bleomicyn-Cysplatin. Those patients who had a good response that allowed a surgical approach underwent a Wertheim Meigs procedure (65%). After the surgery they were sent to pelvic radiotherapy. The research has been done at Hospital Nossa Senhora das Graças - Curitiba - PR - Brazil, from 1987 to 1995, with a median follow up of 108 months. The acceptability and tolerability of the method were good, and none of the 52 avaliable patients analysed needed neither interruption nor modification of the drugs scheme that was previously determined. The most frequent toxicities were alopecia (100%), nausea and vomiting (54%). The percentage of surgical complications after chemotherapy was low, showing that it is the same with or without chemotherapy. The most frequent surgical complication was bladder disfunction, that occured in 29%, though all of them were totality reversible. Eighty per cent (80%) of the patients had overall response after the use of neoadjuvant chemotherapy. In the IIB group, the response rate was 100% and in the IIIB group, it was 60%. The operability index after neoadjuvant chemotherapy was 65%, wich is a high number if we bring up the fact that all of these patients were inoperable before the use of chemotherapy. The overall survival in 5 years in all the patients, was 62% but, analysing separately the operated group (34) from the patients that weren't operated, we will notice that the overall survival in the operated group was 82,14%, independing if the initial stage was IIB or IIIB. In the non-operated group, the overall survival, in 5 years, was 16,67%. With the use of neoadjuvant chemotherapy, 2/3 of the tumors became operable and there was an increase in the overall survival in 5 years in these patients with local advanced cervical cancer.pt_BR
dc.format.extent115 f. : tabs. ; 30cm.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectColo uterino - Cancerpt_BR
dc.titleQuimioterapia neoadjuvante em câncer localmente avançado de colo de úteropt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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