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dc.contributor.authorSouza, Milena Costa de, 1982-pt_BR
dc.contributor.otherAdelman, Miriampt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Programa de Pós-Graduaçao em Sociologiapt_BR
dc.date.accessioned2012-03-05T12:17:47Z
dc.date.available2012-03-05T12:17:47Z
dc.date.issued2012-03-05
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/26802
dc.description.abstractResumo: Durante as décadas de 60 e 70 o mundo encontrava-se dividido pela Guerra Fria, pelo muro de Berlim, pelo socialismo e o capitalismo. Na América Latina, este foi um período histórico em que as ditaduras militares dominaram grande parte dos governos e as populações vivenciaram uma forte repressão. Nas Américas Central e do Sul rebeliões armadas se espalharam seguindo o exemplo da guerrilha cubana tendo como objetivo o combate aos regimes ditatoriais. Na Guatemala, a polarização entre o governo ditatorial e seus opositores resultou em uma guerra civil que durou 36 anos. O movimento guerrilheiro guatemalteco contou com milhares de integrantes dentre os quais, haviam centenas de mulheres. Entretanto, por conta de uma tradição discursiva e literária que considera apenas os homens como sujeitos da guerra, a experiência feminina ficou em segundo plano, sendo até mesmo invisibilizada. Esta dissertação é um estudo sobre as experiências femininas nas guerrilhas guatemaltecas e tem como objetivo principal analisar a relação entre a participação das mulheres nas guerrilhas guatemaltecas e a construção de suas subjetividades. Nossa análise parte do referencial analítico gênero e dos estudos feministas. Buscamos mostrar a história da participação política e pública das guatemaltecas, um panorama da guerra civil, assim como um histórico da participação feminina nos movimentos de resistência armada latino-americanos. Também buscamos mostrar a participação feminina especificamente no movimento revolucionário guatemalteco, de que forma ocorreu o envolvimento das mulheres com o movimento revolucionário, as relações de poder entre homens e mulheres nos espaços das organizações, os cargos ocupados majoritariamente por pessoas do sexo feminino e as divisões do trabalho entre os gêneros. Em um último momento, tivemos como objetivo analisar as transformações pessoais e coletivas causadas por conta da participação feminina no movimento revolucionário guatemalteco, como essas mudanças contribuíram para a construção da subjetividade daquelas mulheres e mais tarde, para o movimento feminista guatemalteco. Essa problematização amparou-se nos estudos feministas, no referencial analítico gênero (SCOTT) e nas teorias sociológicas contemporâneas de Anthony Giddens e Stuart Hall. A conclusão é que a participação feminina na condição de combatentes, durante a guerra civil guatemalteca subverteu o imaginário cultural local e foi fundamental para o questionamento em relação aos espaços por elas ocupados na sociedade guatemalteca assim como a ampliação da participação destas mulheres na vida política. Com isto muitas buscaram novos caminhos, para além do lar e da família.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectDissertações - Sociologiapt_BR
dc.subjectGuerra - Trabalho femininopt_BR
dc.subjectMulheres - Subjetividadept_BR
dc.subjectMulheres - Participação politicapt_BR
dc.subjectRelações de gêneropt_BR
dc.subjectGuatemala - Historia - Guerra Civil, 1960-1996pt_BR
dc.titleVozes combatentespt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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