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dc.contributor.advisorMotim, Benilde Maria Lenzipt_BR
dc.contributor.authorBrasil, Manuela Salaupt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologiapt_BR
dc.date.accessioned2020-04-17T14:04:48Z
dc.date.available2020-04-17T14:04:48Z
dc.date.issued2011pt_BR
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1884/26468
dc.descriptionOrientadora: Profa. Dra. Benilde M. Lenzi Motimpt_BR
dc.descriptionAutor não autorizou a divulgação do arquivo digitalpt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciencias Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduaçao em Sociologia. Defesa: Curitiba, 02/09/2011pt_BR
dc.descriptionBibliografia: fls. 261-278pt_BR
dc.description.abstractResumo: No presente trabalho analisamos em que medida a economia solidária vem se constituindo em um espaço de produção e vivência de utopias. Na defesa de uma acepção positiva do conceito de utopia, utilizamo-nos do aporte teórico de Ernst Bloch e, para relacioná-la com a economia solidária, ressaltamos a dupla dimensão desta, que se apresenta simultaneamente como prática e projeto. A relação entre este par é pouco explorada na literatura sobre economia solidária, e nossa intenção foi percebê-la através da ótica dos trabalhadores e trabalhadoras que fazem parte de tais experiências. Para tanto, entrevistamos 22 (vinte e dois) participantes de empreendimentos econômicos solidários durante a realização de 2 (dois) eventos de abrangência nacional no ano de 2010. Verificamos que o anseio de parte dos entrevistados e das entrevistadas é de que a economia solidária destina-se a substituir o capitalismo, enquanto para outro conjunto não foi feita qualquer associação entre ambos. Este último grupo dividi-se em outros 2 (dois): um pequeno número para quem o futuro da economia solidária se limita a uma reprodução ampliada do presente, requerendo apenas melhorias no que já existe; e uma maior parte que acalenta o sonho de viver em uma sociedade justa, livre e fraterna. É importante destacar que a prática da economia solidária vem gestando a esperança em um mundo melhor – com ou sem um embate com o capitalismo – fruto da percepção de que este outro mundo já está em construção. Resumidamente, para a maioria dos trabalhadores entrevistados, a utopia está presente, mas não como único ou mais importante fator de adesão à economia solidária; além disso, que ela tende a ser construída ou fortalecida durante a experiência concreta e não está relacionada diretamente com o fim do capitalismo ou com a emergência do socialismo, mas com uma sociedade melhor. Nestes termos, a utopia, como elemento constitutivo da economia solidária, é a força que impulsiona e é impulsionada através da prática – a despeito das dificuldades e dos entraves existentes –, nutrida pela esperança em concretizar um projeto de transformação para uma vida melhor.pt_BR
dc.description.abstractAbstract: In the present paper we analyze to what extent solidarity economy has been a space for the production and experience of utopias. To advocate a positive meaning to the concept of utopia, we drew on the theoretical framework of Ernst Bloch and, in order to relate utopia to solidarity economy, we emphasized the dual dimension of the latter, which presents itself as both practice and project. The relationship between these two elements has been scantily explored in the literature on solidarity economy, and our intention was to perceive it through the viewpoint of the men and women workers who participate in such experiences. To that end, we interviewed, in the course of two nationwide events in 2010, a total of 22 participants in solidarity economy enterprises. We found that the expectation of a part of the interviewed workers is that solidarity economy is destined to replace capitalism, while a second group made no association between them. This latter group of interviewees was divided into two subgroups: a small number of workers to whom the future of solidarity economy is no more than an upsized reproduction of the present, requiring only improvements to what is already present, and a larger subgroup who cherish the dream of living in a fair, free and fraternal society. It is important to underline that the practice of solidarity economy has been gestating the hope for a better world– with or without a struggle against capitalism–, which stems from the perception that "another world" is already underway. Briefly, for most of the workers interviewed, utopia is present, but not as the only or most important factor of adhesion to solidarity economy; in addition, utopia tends to be constructed or strengthened over the course of the actual, concrete experience, and is not directly related to the end of capitalism or the emergence of socialism, but rather, to a better society. Therefore, utopia, as a constituent of solidarity economy, is the driving force of practice and is also spurred by it– despite the existing difficulties and hindrances–, and is nourished by the hope of actualizing a project of transformation towards a better life.pt_BR
dc.format.extent281f. : il. , grafs., tabs.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relationDisponível em formato digitalpt_BR
dc.subjectTeses - Sociologiapt_BR
dc.subjectUtopiaspt_BR
dc.subjectEconomia solidáriapt_BR
dc.subjectSociologiapt_BR
dc.subjectSociologiapt_BR
dc.titleA produção social das utopias : uma análise a partir da economia solidáriapt_BR
dc.typeTesept_BR


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