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dc.contributor.authorBem, Ricardo Schmitt dept_BR
dc.contributor.otherTeive, Helio Afonso Ghizonipt_BR
dc.contributor.otherMuzzillo, Dominique Araujopt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias da Saúde. Programa de Pós-Graduaçao em Medicina Internapt_BR
dc.date.accessioned2011-06-20T12:55:16Z
dc.date.available2011-06-20T12:55:16Z
dc.date.issued2011-06-20
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/25774
dc.description.abstractResumo: A doença de Wilson (DW), distúrbio herdado com caráter autossômico recessivo, caracteriza-se pela deficiência de excreção de cobre pelo fígado, originária de mutações do gene ATP7B. Foram descritas mais de 400 diferentes mutações causadoras da doença e existem escassas informações sobre o comportamento genético da DW no Brasil. Este estudo objetiva analisar uma amostra de 36 pacientes com DW provenientes da população sul-brasileira, avaliando as mutações ATP7B, as manifestações fenotípicas, caracterizando a região geográfico-continental da família e antepassados e comparando os padrões de manifestações geno-fenotípicas encontrados nesta casuítica com os descritos no Brasil e no mundo. A idade média no início dos sintomas foi de 23,3 ± 9,3 anos, com um atraso médio de 27,5 ± 41,9 meses para o diagnóstico definitivo. O tempo médio entre o início dos primeiros sintomas clínicos e o diagnóstico definitivo foi 18,5 ± 12,4 meses na forma neurológica; 6,7 ± 5,8 meses na hepática e; de 51 ± 59,6 meses na mista. Houve diferença estatística significativa no intervalo de tempo para o diagnóstico entre a forma hepática e as demais (p=0,02 neurológica e p=0,004 mista). Ao diagnóstico, nove pacientes (25%) apresentavam quadro clínico exclusivamente neurológico, 14 (38,9%) exclusivamente hepático, 11 (30,6%) características neurológicas e hepáticas (apresentação mista) e 2 (5,5%) eram assintomáticos. Anéis de Kayser-Fleischer foram identificados em 55,6%, com maior freqüência nos pacientes com quadro neurológico (77,8%). Dezoito pacientes desenvolveram manifestações neuro-psiquiátricas e alterações neuro-radiológicas foram observadas em 72,2% destes. Doença hepática crônica foi identificada em 68% dos pacientes com manifestação hepática. O tratamento com D-penicilamina foi instituído para 94,2% dos pacientes. Outras terapias empregadas foram os sais de zinco, combinação de drogas e transplante hepático (TH). Após o início do tratamento, 78,8% evoluíram com um quadro estável ou apresentaram melhora clínica e a taxa de sobrevida global foi de 90,1%. A quase totalidade dos pacientes apresentava ascendência européia através de pelo menos um dos seus ancestrais. Foram descritos os genótipos em 23 pacientes desta amostra. Encontraram-se 14 mutações diferentes em pelo menos um dos alelos, sendo 2 novas mutações potencialmente causadoras de doença. A substituição c.3207C>A no éxon 14 foi a mais freqüente mutação encontrada, com frequência alélica de 28,3%, seguida da mutação c.3402delC no éxon 15, com freqüência alélica de 8,7%. As duas mutações mais freqüentes respondem por 37% dos alelos estudados, indicando que estes éxons são importantes para a detecção de mutações em pacientes da população sul-brasileira. Este é o primeiro estudo que avaliou a correlação genótipo/fenótipo de pacientes com DW no sul do Brasil e possibilitou a determinação de um padrão genotípico semelhante ao europeu e diferente do previamente descrito para a população brasileira.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.titleAvaliação clínica e genética de uma amostra sul-brasileira de pacientes com doença de Wilsonpt_BR
dc.typeTesept_BR


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