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dc.contributor.advisorRochadelli, Robertopt_BR
dc.contributor.authorMilder, Luane Izabel Diaspt_BR
dc.contributor.otherUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Agrárias. Programa de Pós-Graduaçao em Engenharia Florestalpt_BR
dc.date.accessioned2013-06-27T17:33:01Z
dc.date.available2013-06-27T17:33:01Z
dc.date.issued2013-06-27
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/1884/2379
dc.description.abstractO processo de participação popular na criação, implantação e gerenciamento de unidades de conservação é exigência da recente Lei Federal 9985, de 18 de julho de 2000 – Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Tal exigência prevê estudos técnicos e consulta pública precedentes à criação da unidade e obrigatoriedade de fornecimento de informações adequadas e inteligíveis à população local e outros interessados, por parte do poder público. Dada a pouca prática na aplicação da lei, há ainda muitos obstáculos a serem transpostos para a execução de tal medida. Técnicos de diferentes áreas do conhecimento devem ser preparados para trocar idéias entre si e ouvir pessoas leigas; a comunidade deve aprender a falar e a ser ouvida. Eis alguns entre tantos obstáculos que precisam ser vencidos. A Área de Proteção Ambiental do Rio Verde, região metropolitana de Curitiba, Estado do Paraná, Brasil, é uma das pioneiras no estado a implantar o processo de participação popular. Trata-se de uma unidade de uso sustentável, ou seja, a população pode utilizar os recursos naturais de forma restrita. A população, porém, tem um perfil agrícola, impondo sérios conflitos de interesse, que se evidenciaram durante o processo de participação popular para a elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico da área. Analisar este processo foi o objetivo do presente trabalho. Tais conflitos foram detectados e expostos. Sugestões e recomendações foram feitas, no sentido de amenizá-los ou, ao menos, apontar caminhos que possam vir a ser mais profícuos para as processos futuros semelhantes. A metodologia usada foi a análise dos transcritos feitos a partir das gravações das reuniões públicas e também a análise de questionários aplicados à população rural da área, bem como entrevistas com técnicos que participaram do processo. Os resultados mostraram que há grande preocupação da população rural em relação a manutenção de sua atividade agrícola uma vez que o uso de agrotóxicos deve ser restringido. Esta questão foi exaustivamente levantada no decorrer das reuniões com a comunidade, mas as limitações quanto ao uso de agrotóxicos não ficaram definidas pelo Macrozoneamento. Sendo a atividade agrícola a principal – quando não a única – componente da renda para a maioria da população pesquisada, a preocupação é de ordem econômica. A conclusão a que se chegou foi que as reuniões públicas foram efetivas para informar aspectos contextuais, mas deficientes em elucidar termos técnicos e em dialogar com a população local sobre pontos polêmicos ou conflitantes. A recomendação é que se deve tratar das questões ambientais levando em conta a qualidade de vida da população envolvida. Portanto, este deve ser o foco dos processos de participação popular para a criação de unidades de conservação, sobretudo as de uso sustentável. As características da população devem ser respeitadas e suas necessidades priorizadas na discussão para que as soluções sejam efetivas. Este desafio exige a fusão de vários saberes.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.subjectÁreas de conservação de recursos naturaispt_BR
dc.subjectParticipação popularpt_BR
dc.subjectProteção ambiental - Participação do cidadãopt_BR
dc.subjectTesespt_BR
dc.titleAnálise do processo de participaçao popular para a elaboraçao do macrozoneamento ecológico-econômico da área de proteçao ambiental estadual do Rio Verde - Paranápt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR


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